Conversa de vestiário

12.05.09

Link permanente 09:47:48, Categorias: Notícias  

Conversa de vestiário

Muito tem se falado e discutido a respeito da seleção brasileira masculina, seus resultados, seu momento, se rendeu ou deixou de render o esperado, os esforços e sacrifícios que o grupo fez ou deixou de fazer, etc.
Muito tem se comentado também sobre a seleção brasileira feminina, a dedicação e dificuldade de suas atletas, os resultados e as perspectivas futuras.
Pouco tem se falado das seleções de categoria de base, masculina e feminina, e isso é muito preocupante, na medida que é na base que se consegue moldar e gerar fundamentos nos jovens valores que num futuro próximo naturalmente chegarão na categoria principal.
Culturalmente o Brasil não é conhecido em qualquer esporte por conhecer, participar, apoiar, ou mesmo se interessar por categorias de base, o publico em geral volta suas atenções para as equipes principais, nas tardes de rugby em São Paulo é comum antes do jogo adulto ter preliminares de M19 , M17, e raramente você percebe um publico que presta atenção ao jogo, até mesmo no poderoso futebol é comum observar que isso ocorre, responda rapidamente : quem é o atual campeão mundial de rugby juvenil ?não lembra ou não sabe, bem , então vou fazer uma mais fácil : quem é o atual campeão mundial de futebol juvenil ? respostas difíceis não é mesmo?
Na verdade não é muito culpa de quem assiste ou torce pelo esporte, a visibilidade na imprensa nessas categorias também não ajuda muito na divulgação e conseqüentemente acabamos não acostumando muito em acompanhar ou mesmo cobrar dos órgãos de imprensa com relação a esses resultados.
Acontece que nessa fase da vida muita pressão por resultados pode se mostrar contra-producente e até mesmo prejudicial, dirigentes, treinadores e até mesmo familiares já exercem uma pressão natural por estar envolvidos, imagine se a opinião publica também se insere nesse contexto,de repente você tem perda de confiança e mesmo desinteresse por parte do jovem em continuar na carreira, até porque se na categoria principal muitos não conseguem conviver com criticas justas ou injustas, imagine para um ser humano em formação.
O formato do rugby brasileiro tem tido muitas dificuldades em beneficiar as categorias de base, falta incentivo, criatividade, foco, visão, dedicação para impulsionar os jovens a vôos maiores, já citei em outros artigos, em muitos países é obrigatório ter categoria de base atuante, se não tiver não ganha campeonato principal, se não tiver sequer disputa a divisão principal, isso é apenas um exemplo de como alguns lugares tentam resolver essa questão, precisamos encontrar NOSSA solução.
No Brasil temos visto um aumento considerável de times de base, ótimo que seja assim, mas é preocupante ao mesmo tempo porque pode sucumbir por falta de estrutura, quando me refiro à estrutura quero dizer regulamento, aplicação e fiscalização , e quando não há estrutura as coisas tendem a sair um pouco das rotinas normais, podem ocorrer cancelamento de jogos sem punição, pode acontecer de vermos clubes misturando jogadores no dia dos jogos para cumprir a tabela programada, falta de controle de idade, problemas ou não existência de inscrição de jogadores em clubes, e tudo o mais que normatiza e regulamente o esporte, como podemos esperar rendimento se o mínimo não consegue ser realizado, normas, procedimentos, filosofia do jogo são importantíssimas para o rugby, imagine na categoria de base, nesse universo podem acontecer muitos problemas, ganhar é sempre importante , mas dentro do espírito que norteia as relações inter-clubes, maquiar ou burlar regulamentos serve para criar gerações de novos jogadores extremadas, de um lado os que se beneficiam dessas situações e do outro os que são prejudicados por essas situações e isso não é formar categorias de base, mesmo assim temos muitos clubes e garotos bons atualmente, com princípios corretos e tentando se capacitar para passos mais altos na carreira, sobre eles e sobre os princípios do esporte é que devem todos trabalhar.
No feminino a situação ainda é mais dramática, não há de fato um campeonato regular para ser jogado na categoria principal, imagine na base, existe somente o torneio de seven entre outubro e fevereiro, durante o ano existem heróicas tentativas pelo menos aqui em São Paulo de se organizar amistosos e mesmo torneios de fim de semana na tentativa de manter as equipes treinando e em atividade de competição, ou seja, quais as perspectivas de médio ou longo prazo que podemos esperar? O feminino deve tentar montar equipes de XV, nossas jogadoras e treinadores ja provaram sua capacidade, é hora de ampliar essas possibilidades.
E veja que não mencionei arbitragem, onde hoje temos nomes importantes como Xavier Vouga e outros jovens que passo a passo vão se firmando no rugby sulamericano, mas é inegável que carecemos e muito de mais árbitros, principalmente para as categorias de base, em alguns países também é obrigatório que os clubes apresentem e tenham sempre pessoas para indicar como árbitros, também foi uma forma que encontraram de melhorar a quantidade e logicamente extrair qualidade, precisamos encontrar NOSSA fórmula.
Em resumo, categorias de base são a semente que bem plantadas, cultivadas, olhadas com carinho darão a médio e longo prazo o devido respaldo em termos de resultado nas equipes e seleções principais, a mobilização das equipes deve caminhar nessa direção, alguns clubes tem maior dedicação e história nas categorias de base, porém atualmente faz-se fundamental , aliás a meu ver é questão de obrigatoriedade que pelo menos os grandes clubes tenham no mínimo duas divisões de categoria de base masculino e pelo menos uma de feminino, e de rugby de XV, ou enfrentamos o problema de frente ou estaremos sempre em condições inferiores em relação ao mundo do rugby.

O que você acha disso tudo?

Comentários, Pingbacks:

Comentário de: PEDRO (cabo frio rugby - RJ) [Visitante] Email
CONCORDO PLENAMENTE COM AS SUAS PALAVRAS !!!
TEM Q HAVER UM INCENTIVO PRA MULECADA !!! EU TENHO 18/19 ANOS, JOGO DESDE OS 8/9 ANOS....JA DISPUTEI VÁRIOS CAMPEONATOS AKI NO RIO E NUNCA TEVE PATROCINIO NEM NADA, ENFIM !!! O BRASIL É UMA VERGONHA !!!RSRSRS

ABRAÇO !!!
Link permanenteLink permanente 12.05.09 @ 09:59
Comentário de: tim [Visitante] Email
Martoni, estou de acordo.
Precisamos ter rugby nas escolas de base sem isto o rugby Brasileiro não vai pra frente, ta na hora de mexer e agora.
Quem topa fazer o projeto, formar o grupo e apresentar nas escolas Grandes de São Paulo?
Eu topo, quem mais?????
Vamos Brasil, não podemos perder esse trem.
Temos tempo ainda, e é agora.
Abraço, Tim Baines, (ex jogador na inglaterra, seleção brasileira, spac e agora treinador).
Link permanenteLink permanente 12.05.09 @ 12:37
Comentário de: Jarrão [Visitante] Email
Oi Martoni
eu moro em Diadema e as vezes me reúno com uns amigos pra jogar touch no campo que tem perto da minha casa e vejo que muitas crianças se interessam pelo esporte e várias gostam tanto que não perdem um jogo na tv. O problema que enfrentamos é o preconceito e a falta de apoio do governo e de algumas pessoas que por não conhecerem o rugby acabam tendo uma visão muito superficial do que realmente é por isso preferem criticar ao apoiar. tenho certeza que se for feito um bom trabalho de base com essas crianças, bons frutos seriam colhidos pois podemos perceber que além do amor ao rugby elas também jogam com alegria e isso as tira da rua quando não estão na escola.
Link permanenteLink permanente 12.05.09 @ 15:31
Comentário de: Jacob Dolabani [Visitante] Email
Olha martoni, por incrível que pareça é mais fácil vc chamar uma criança pra jogar rugby do que um adulto...
Pelo menos a minha cidade tem muito mais juvenis do que adulto...
O problema aqui é ao contrário, falta adultos experientes para controlar a gurizada e ensinar caminhos diferentes...
Mas categorias de base eh essencial, mesmo porque dá pra ir moldando esses jovens e melhorando seus estilos de jogar...
Aproveito e faço a seguinte pergunta:
E o pessoal que joga em em outros países, que vai fazer intercâmbio??
Será que não dá pra convocar essa rapaziada??
Link permanenteLink permanente 12.05.09 @ 19:44
Comentário de: Gabó [Visitante] Email
Excelente texto Tó, não preciso nem dizer que concordo com tudo q vc colocou..
Não dá pra ficar culpando falta de patrocinio ou apoio governamental para as categorias de base.. O que falta são pessoas dispostas a perder grande parte de seu tempo pensando em treinos, acompanhando jogos, ligando para pais, acompanhando desempenho escolar, ou seja, botando relamente a mão na massa para desenvolver de fato as categorias de base no Brasil..
As exigencias para uma comissão técnica das categorias de base vão muito além do campo de rugby e por isso precisa de educadores capacitados e dispostos a se dedicar a isso..
As diretorias dos clubes também devem voltar seus olhos para as categorias de base, mas na minha opinião isso ja vem acontecendo, pelo menos em SP, prova disso é o altissimo nivel do campeonato paulista juvenil..
Abraços Gabriel "Gabó" Cenamo (Bandeirantes R. C.)
Link permanenteLink permanente 12.05.09 @ 23:54
Comentário de: Alberto Nepomuceno (Sócio) [Visitante] Email
Martoni, concordo plenamente com o seu comentário e digo mais, pois já tentei difundir o regulamento para Rugby infanto-juvenil usado na Argentina entre os treinadores e nada foi feito. Inclusive eu o tenho e deixo a disposição de vc, Gabó e de quem se interessar em dar uma lida. Quanto a obrigar as equipes adultas a terem categorias de base e indicarem árbitros para atuarem, isto já existiu no passado e seria ótimo que voltassem a exigir isto dos clubes, pois funcionava. O rugby universitário tem crescido muito e se tornou um celeiro para os clubes e tbm fica jogado as traças. Já o feminino nem tenho palavras porque se trata de um total descaso dos dirigentes de associações, federações, etc... para com as nossas meninas nota 10. Por estas e outras coisas eu optei por não arbitrar mais jogos principais e me dedicar mais aos menores.

Abraço.

Alberto Nepomuceno (Sócio)
ex-jogador do Rio Branco Rugby Clube
árbitro de rugby
Link permanenteLink permanente 13.05.09 @ 10:50
Comentário de: Gabó [Visitante] Email
Sócio eu quero dar uma lida sim.. Se puder me manda no gabocc@uol.com.br

Valeu!

Abraço
Link permanenteLink permanente 13.05.09 @ 18:45
Comentário de: Clemir G. Viana ( Blumenau rugby ) [Visitante] Email
Vi que alguém ali encima comentou sobre a carência de educadores capacitados e dispostos a se dedicar ao ensino e treinamento desta nova geração .
Na minha humilde opinião esse é o primeiro passo para o crescimento do rugby brasileiro e consequentemente a melhora na extrutura dos clubes que são a base para o pofissionalismo .
Link permanenteLink permanente 13.05.09 @ 19:41
Comentário de: Gabriel Gomes [Visitante] Email
Martoni, de fato as categorias de base são totalmente desconhecidas pelo grande público. Mas o que se esperar quando o próprio rugby ainda se encontra escondido? Tenho 18 anos e conheci o rugby aos 16, desde então sonho em poder praticar o esporte, o que se concretizou apenas este ano, e ter condições de um dia poder defender o Brasil. Mas como? Aqui no rio de janeiro, o time que eu faço parte vive de favores. Favores para usar um campo público, favores para conseguir patrocínio... Nem mesmo um treinador temos, ainda bem que o nosso pilar tenta o máximo que pode dar uma base pro time, mas é complicado jogar sem ter alguém na lateral. A cada ano que se passa diz-se que a profissionalização vai ficar para a próxima geração. Mas essa geração, que eu tanto desejei que fosse a minha, parece que nunca chega.
Link permanenteLink permanente 14.05.09 @ 02:57
Comentário de: Sinclair [Visitante] Email
To, o seu ponto eh corretissimo. Pode se falar, dar explicacoes quanto quiser, mas sem rugby de base o esporte a nivel competitivo nao tem futuro, vai continuar a ser um rugby'amador" ou social. Na decada de 70 a maioria s das escolas particulares de SP tinham infantil e Juvenil ( Santa Cruz,Rio Branco, Santo Americo, Objetivo, Pueri, Vera Cruz, Saint Pauls, Pasteur, etc...) mas a falta de um trabalho de organizacao , juizes, apoio, suporte acabou com quase todos, alguns conseguiram se organizar , veja o Rio Branco ou o Pasteur...mas seu ponto continua mais que valido. Se nao se investir numa estrutura forte infantil e juvenil o nosso querido esporte nao vai progredir em termos de resultados...
Link permanenteLink permanente 14.05.09 @ 09:54
Comentário de: Rogério [Visitante] Email
Escuto falar isso a uns 25 anos mas ou menos,
não adianta nos falar aqui a respeito disto de novo. Diretoria da ABR junto aos Oficiais de desenvolvimento devem planejar tudo isso por isso foram nomeados, Uma coisa que preocupa é não ter clubes ou campos onde treinar e jogar! Agora, Sobra pessoas que gostariam de dar uma mão e pessoas que desejam estar envolvidas em projetos para a mulekada, mas ao não ter um organização estruturada não tem a atenção que precisa.
O modelo a seguir é o Uruguaio ou Argentino, não tem outro modelo aplicável para nos aqui. O Modelo Argentino Amador para captação e desenvolvimento de M7 a M18 é um dos melhores do mundo.
Link permanenteLink permanente 14.05.09 @ 10:37
Comentário de: Ricardo [Visitante] Email
Mais do que só o crescimento, acredito que a divulgação do esporte à mulecada, durante a escola, ia levar a outros beneficios, como respeito e apoio.
Diferente do futebol que é apresentado a todos os jovens brasileiros, o rugby não tem heroi, nao tem fenomeno, nenhum ronaldinho, você tem um time, uma equipe, 15 herois. Acredito que se nossa mulecada tivesse um pouco do espirito do rugby isso já mudaria e muito a visão desses com a sociedade, com o empenho que eles precisam ter nao para serem destaque, e sim para que o outro do seu time nao sofra.
eu defendo que este deveria ser um esporte escolar, participar das olimpiadas escolares e tudo.
Link permanenteLink permanente 14.05.09 @ 13:03
Comentário de: Daniel (HP) [Visitante] Email · HTTP://BLOGDORUGBY.WORDPRESS.COM
Martoni, sensacional o seu artigo, estou recomendando para o pessoal que acessar o meu blog. Além da questão das equipes de base, acho que faz tanta falta quanto (talvez mais), a questão estrutural, como o Sócio nunca se cansa de falar. Deveriam haver mais cursos de arbitragem em núcleos regionais, por exemplo São Paulo para a região Sudeste, Rio Grande do Sul para a região Sul, Recife para o Nordeste, e assim por diante. Um curos por estado deve ser inviável. O curso de coaching em Curitiba pode servir de modelo?
Pelo lado do apoio, culpo as equipes, que não se organizam, não disponibilizam meios para serem vistas pelo mercado. Buscar patrocínio assim não dá. Cito o exemplo da FEA USP que virou clube e tem 2 patrocinadores, conseguidos em menos de 2 anos de existência. Basta organização. Equipes de cidades menores poderiam fazer como o São José, e buscar parcerias com as prefeituras, apresentar um projeto de longo prazo, com foco social também. Não apenas um patrocinador para bancar viagens, material em benefício próprio, deve haver a contra partida.

abração
HP
Link permanenteLink permanente 14.05.09 @ 15:37
Comentário de: Alberto Nepomuceno (Sócio) [Visitante] Email
Realmente existe o Reglamento Nacional de Rugby Infantil 2004 - 2005 da UAR e ele é o mais explicativo ao aplicar as Leis do Jogo, bem melhor do que o Uruguaio. Isso posso falar que ao arbitrar no Torneio Valentim Martinez, sempre há discussão neste sentido pois os argentinos querem usar o regulamento deles e os uruguaios não. Quem tiver interesse em obter o material basta me enviar um e-mail para alnesantos@yahoo.com.br .

Sócio.
Link permanenteLink permanente 14.05.09 @ 22:30
Comentário de: Gre [Visitante] Email · http://rugbierlesioando.blogspot.com/
sempre tem alguem que vem falar de profissionalismo! antes de pensar em ganhar dinheiro para jogar, vamos pensa em JOGAR, isso é o que importa. categoria de base é fundamental para qualquer esporte, assim como o patrocinio. não moro no brasil mas sempre leio na net pessoas reclamando sobre falta de patrocinio e de praticantes, mas o que eu acho é que falta força de vontade mesmo. os clubes que batalham são os clubes que saem vitoriosos
Link permanenteLink permanente 15.05.09 @ 02:41
Comentário de: Ricardo [Visitante] Email
Olha, uma coisa é fato, falta apoio, patrocinio e o raios, mnas realmente falta vontade e sem isso, ai fica dificil. Por mais que os times pequenos não tenham apoio, e que tudo deve sair das contas dos atletas, que se filiar a abr e jogar um campeonato oficial seja uma pedrada, ainda assim, se houver empenho do time todo, como equipe, isso eh possivel, porém rolando corpo mole nada sai direito, e ai que se ve, os times com verdadeiro empenho sao os que estao se despontando nas competiçoes e que podem ser chamados de "grandes", mesmo estando totalmente no amadorismo, sem dinheiro e coisa e tals. O que se precisa é encarar com mais seriedade o time. Nao dizendo que nao levamos a serio o rugby, porem eh preciso um olhar mais critico e até mesmo com um Q de negocios para tranformar a ideia de um time de rugby em algo atrativo, tanto aos jogadores quanto a patrocinadores e, por fim, junto ao esforco da selecao, tornar o rugby um esporte cada vez mais popular
Link permanenteLink permanente 15.05.09 @ 07:41
Comentário de: Armando [Visitante] Email
Pessoal, Falta muita vontade de fazer as coisas! O negocio é jogar, logo vem o resto!
A maioria quer tudo de graça e já feito servido em bandeja (Falo por experiencia propia), tem que ter muita vontade, esforço e sacrificios por parte dos clubes, sabemos que a ABR deveria Planejar as coisas muito melhor para facilitar o desenvolvimento do jogo, mas o que eu vejo que falta comprometimento para fazer as coisas e crecer, falta união dos grupos nos clubes para obter entre eles os recursos.
As pessoas que fazem acontecer e não do outro jeito
ao contrário!
Link permanenteLink permanente 15.05.09 @ 11:08
Comentário de: Jacob Dolabani [Visitante] Email
olha, tem muita gente querendo jogar tudo em cima das costs da ABR!!!!
Vamo parar com isso rapaziada!!!
No futebol existe a CBF, que tem apoio da federação paulista, carioca, etc...
Jah começa por aí...
Aí tem gente q vai falar: Ah mas futebol eh futebol e rugby eh rugby...
Então tah, a UAR recebe o apoio da URBA, Tucumán, Rosario etc...
Os estados precisam se organizar primeiro, senão o q eh a longo prazo fica a anos luz prazo...
Link permanenteLink permanente 15.05.09 @ 15:04
Comentário de: Russo (Rio Branco) [Visitante] Email
Martoni,

Concordo com vc, sem categorias de base, a evolução do rugby brasileiro se faz mais difícil.
Quando começei a jogar no adulto na Argentina não tinha dinheiro e ia parar de jogar, então os treinadores começaram a pagar minha mensalidade com uma condição:

"Tem que prometer que vai devolver para o rugby todo o que ele te deu e ainda vai te dar"

É uma frase que me marcou e que levarei para sempre, se todos os que jogamos alguma vez a este esporte fantástico, devolvessemos todo o que ele nos deu, com certeza seria muito mais fácil fazer acontecer.
Parabéns pelo BLOG !
Link permanenteLink permanente 16.05.09 @ 21:26
Comentário de: Polaco/Zulu [Visitante] Email
Que a mulecada é o mais importante pro desenvolvimento de qualquer esporte e também de qualquer país, isto nao é segredo pra ninguém. O que falta é uma acao seria.
Ai vai um link do que eles estao fazendo aqui na alemanha.

http://wildrugbyacademy.de/

Grande Abraco pra todos
Link permanenteLink permanente 17.05.09 @ 06:49

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Martoni Rugby

Antonio Martoni Neto, advogado, radialista , treinador de rugby e comentarista dos Canais ESPN !

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