O’DRISCOLL É ELEITO O MELHOR DO SIX NATIONS 2009 !
Além do título do Six Nations depois de 23 anos e tambem ajudar a Irlanda a obte-lo de forma invicta recebendo o Grand Slam após 61 anos, Brian O’Driscoll com 30% dos votos foi eleito o melhor do torneio, à frente de Sergio Parisse da Itália e Paul O’Connell tambem da Irlanda, um ano que sem duvida ficará na história desse importante jogador do rugby mundial.
O que mais pode querer o grande condutor da Irlanda, capitanear o Lions na excursão à África do Sul ? ganhar a Heineken Cup com o Leinster? ou quem sabe o título de melhor jogador do mundo?
Parece que não há limites para BOD !

Brian O’Driscoll contra a França

Jogos da primeira rodada do Paulistão :
27/03-
6
10 
28/03 -
13
23
(aguardando confirmação)
28/03 -
55
0 
Classificação :
1º São José - 5 pontos, saldo + 55
2º Rio Branco - 4 pontos, saldo + 10
3º Bandeirantes - 4 pontos, saldo + 4
4º Pasteur - 1 ponto, saldo - 4
5º Spac - 0 ponto, saldo - 10
6º Federal - 0 ponto, saldo - 55

Bem pessoal, a primeira rodada apresentou muito equilibrio , Bandeirantes e Rio Branco venceram fora de casa, o que é importante para largar bem na competição, a Federal teve uma esperada estréia dificil contra o São José, primeira rodada é sempre complicada para todos, a partir da segunda as equipes comecam a definir melhor suas pretensões, tendem a render mais e engrenar na competição.
Confira a próxima rodada :
O Rio Branco recebe o São José , a Federal enfrenta o Pasteur, e o Bandeirantes encara o Spac.

Bandeirantes vence no primeiro jogo do campeonato!
27/03 Pasteur 6 X 10 Bandeirantes
Local : Constâncio Vaz Guimarães( São Paulo)
Horário : 22:00 hs
Arbitro : Flavio Santos

O jogo foi muito disputado, as posses de bola trocavam de mãos a todo instante, muitos contra-ataques por parte dos dois lados, tries perdidos, penais desperdiçados,e quem foi mais efetivo foi o Bandeirantes.
Fugindo até um pouco das características das duas equipes,o Pasteur surpreendeu jogando um jogo mais fechado e por muitos momentos dominou as ações no jogo de base e consequentemente teve mais posse de bola, principalmente na primeira etapa, o Bandeirantes por seu lado que normalmente joga fechado desta vez inverteu, jogou muito com chutes e jogo de passes de sua linha.
O primeiro tempo terminou com o placar de Bandeirantes 5 x 3 Pasteur, try do abertura Bruno do Band contra um drop do tambem abertura Maurício do Pasteur.
O segundo tempo foi mais aberto, após um penal do Mauríco que colocou a equipe do Pasteur a frente no placar o Bandeirantes reagiu e novamente sua linha fez a diferença quando o ponta Diogo cravou um try na bandeira após uma sucessão de passes, placar final Bandeirantes 10 x 6 Pasteur.
A arbitragem ficou por conta de Flavio Santos, o jogo apesar de muito disputado foi bastante leal e somente um cartão amarelo foi distribuído.

O Campeonato Paulista de 2008 teve a seguinte classificação final:
1º São José – 2º Bandeirantes - 3º Pasteur - 4 º Rio Branco - 5º Spac
Na ultima edição as equipes do São José e Bandeirantes realizaram boas campanhas, a equipe do Vale do Paraíba foi melhor e sem derrota venceu a competição, a equipe do Bandeirantes também fez boa campanha, perdeu somente duas vezes para a equipe do interior conquistando o vice-campeonato, Pasteur, Rio Branco e Spac em fase de reestruturação de suas equipes sofreram um pouco pelo caminho, mesmo assim mostraram força, de qualquer modo 2009 promete ser um ano muito mais competitivo.
O primeiro jogo do Campeonato acontece nesta sexta-feira 27/03, vamos às analises :
27/03 Pasteur X Bandeirantes
Local : Constâncio Vaz Guimarães( São Paulo)
Horário : 22:00 hs

Análise : O Pasteur tem um trabalho muito sério nas suas categorias de base, com isso sempre tem bons jogadores na categoria principal, vem de uma temporada sólida no ano passado, com bons resultados tanto no Paulista quanto na Copa do Brasil e aos poucos vai recolocando o clube como favorito nas competições. Tem um padrão de jogo fluído, passe, apoio e velocidade são marcas da equipe, tem jogadores tecnicamente muito bons e que sabem ler o jogo, tem tudo para realizar uma excelente temporada de 2009.
O Bandeirantes é conhecido pela entrega de seus jogadores em todas as partidas, é sempre uma equipe muito dura no jogo de base, tem jogadores fortes fisicamente e no ano passado fez um bom campeonato paulista, no segundo semestre aa equipe deixou a desejar, oscilou muito e podia ter obtido melhores resultados. Assim como o São José vai sofrer com seus desfalques que servem a Seleção, até porque são jogadores de muita liderança no clube e em posições chave, mesmo assim tem totais condições de repetir a boa campanha do ano passado.
Prognóstico : Outro clássico, duas equipes totalmente diferentes , o Pasteur jogado mais aberto, com viradas de jogo e utilizando muito a velocidade de passe e chutes para impor seu padrão de jogo, o Bandeirantes por seu lado joga muito na base dos forwards, um jogo mascado, pesado mas muito efetivo, tentar manter o maior tempo possível a posse de bola é sua principal característica.
Estréia é sempre complicada, os últimos resultados entre os dois clubes mostram que o Bandeirantes tem sido mais consistente , porém ao se comparar os segundos semestres das duas equipes tem-se a impressão que o Bandeirantes oscilou e o Pasteur evoluiu, se conseguir encaixar o jogo de forwards o Bandeirantes deve vencer a partida, caso o Pasteur consiga imprimir velocidade pode colher um bom resultado e levar para casa a vitória.
O fator campo não pode ser considerado decisivo pois tanto Bandeirantes quanto Pasteur utilizam esse estádio para mandar seus jogos.
28/03 São José X Federal
Local : Teatrão em São José dos Campos
Horário : 15:30 hs

Analise : merecidamente a equipe Joseense tem obtido campeonatos por conta de trabalho, qualidade e dedicação, chega novamente na competição como a principal candidata, com uma categoria de base atuante tem conseguido nos últimos anos manter o padrão de jogo, por ser atualmente a base da seleção pode ter dificuldades nas primeiras rodadas, mesmo assim já provou em outras ocasiões que tem um elenco forte.
A Federal entre as equipes emergentes de São Paulo é a que melhores resultados colheu na ultima temporada, terá uma estréia duríssima na primeira divisão e dependerá muito de seu elenco para ter uma boa performance na competição, tem mostrado boa organização e parece ter totais condições de se firmar na primeira divisão.
Prognóstico : Uma estréia é sempre complicada, a equipe do São José vai sentir os desfalques , por sua vez a Federal terá na inexperiência um fator que pode prejudica-la, num campeonato de tiro curto isso pode ser determinante, de qualquer forma o São José é favorito absoluta para a vitória.
O São José sabe aproveitar bem o fator campo, normalmente impõe seu padrão de jogo dentro de casa, por conta disso leva vantagem também no local da partida.
28/03 Spac X Rio Branco
Local : Spac em São Paulo
Horário : 15:30 hs


Analise : a partir do jogo de repescagem do Campeonato Paulista contra o Raça Ribeirão em meados do ano passado, a equipe de Santo Amaro parece que se encontrou, desde esse jogo a equipe disputou no segundo semestre a Copa do Brasil, colhendo excelente resultados, principalmente tendo vencido os dois jogos contra o Pasteur,o ultimo foi na final e a equipe foi a campeã. Neste ano realizou como preparação um amistoso internacional contra Harvard dos Estados Unidos e ganhou com propriedade, podemos dizer que esta pronta e chega forte na competição.
O Rio Branco fez um bom Campeonato Brasileiro no ano passado, claro que em se tratando de Rio Branco sempre pode se esperar mais, porém partindo da premissa de um novo elenco mostrou que a renovação começou a dar efeitos e é sempre uma equipe muito perigosa, seus dirigentes são experientes e sabem que jogar na casa do adversário é sempre muito difícil, se mantiver a evolução da ultima temporada pode chegar.
Prognóstico : Clássico é sempre muito difícil , fundamentalmente o jogo de forwards em começo de temporada pode ser decisivo, as equipes tem um período na competição para engrenar e o primeiro jogo é sempre mais complicado.
Na temporada passada os dois clubes tiveram um primeiro semestre difícil , reagiram e se mostraram competitivos no restante da temporada.
Tem camisa, tradição e títulos na bagagem para realizar uma grande partida, por vir numa crescente o Spac leva uma pequena vantagem pelo jogo de base que tem desenvolvido, porem o Rio Branco tem plenas condições de reverter essa vantagem se encaixar seu jogo de velocidade e apoio.
Os jogadores do Spac conhecem seu campo melhor que outras equipes, apesar de muitos jogos serem realizados nesse local, mesmo assim o fator campo é vantagem para o Spac.

Bem pessoal, é isso, caso voce esteja na cidade de São Paulo ou Sao José dos Campos se programe para assistir aos jogos, os clubes sempre correm atrás do título, os jogadores gostam de jogar esse torneio, as diretorias dos clubes mantem sempre acesa as rivalidades históricas no sentido esportivo e com esses ingredientes com certeza teremos mais uma temporada de sucesso no Campeonato Paulista.


Neste final de semana tem início o Campeonato Paulista de Rugby da 1ª Divisão.
Seis equipes se enfrentam em turno único, os quatro primeiros farão as semi-finais, os vencedores vão para a grande final.
As equipes participantes são :
São José, Bandeirantes, Spac, Rio Branco, Pasteur e a caçula Federal que estréia nesta temporada.
O último colocado estará automaticamente rebaixado para a 2ª divisão e o 5º colocado fará um jogo de ascesso ou descenso contra o vice-campeão da 2ª divisão.
O Campeonato Paulista da 1ª divisão tem muita tradição e bastante charme, é muito dificil de ser conquistado e o mando de jogo normalmente fala muito alto, rivalidades históricas e tabus dão a pitada de emoção no torneio.
Por conta do apertado calendário e tambem da preparação da Seleção Brasileira, além da inclusão da Federal a Federaçao Paulista tentará esta nova fórmula de disputa.
Paralelamente ocorre o Campeonato Paulista da 2ª divisão ( tratarei em outro artigo) ,tambem categorias m19 e m17 e feminino, existe tambem a liga universitaria que é muito forte na capital.
Os clubes de São Paulo trabalham muito para se manter num bom nivél tecnico, estão sempre a procura de bons patrocinadores, investem nas suas categorias de base, investem em capacitação de treinadores e dirigentes, normalmente contam com comissão técnica completa, composta de treinador principal, treinadores de unidades, preparador-físico, diretor de equipe, algumas tem nas suas fileiras, nutricionistas, acompanhamento médico ,e sempre tem um Diretor ou gerente que acompanha a equipe onde for jogar para cuidar da infra-estrutura.
Alguns clubes viajam anualmente para o exterior buscando aprimorar e desenvolver seus atletas, outros optam por fortalecer suas equipes B,e tambem são formadores de árbitros.
A primeira rodada tem os seguintes jogos marcados para o final de semana:
28/03 São José X Federal ( São José )

28/03 SPAC X Rio Branco (São Paulo )


28/03 Pasteur X Bandeirantes ( São Paulo)
AMANHÃ ANALISE DOS JOGOS - OS LOCAIS E HORÁRIOS !

RESULTADOS DA ULTIMA RODADA !

MILLENNIUM - PAÍS DE GALES 15 X 17 IRLANDA
veja melhores momentos do TÍTULO DA IRLANDA, clique abaixo :
www.espn.com.br/rugby
ATENÇÃO!!!
NESTA QUINTA-FEIRA ( 26/03 ) - ÁS 15:00 HS VT DA GRANDE FINAL NA ESPN!
Completando a rodada :
TWIKENHAM - INGLATERRA 26 X 12 ESCÓCIA
FLAMINIO- ITÁLIA 8 X 50 FRANÇA


Os jogadores da seleção brasileira de rugby , masculino e feminina, Fernando Portugal e Bruna Lotufo, ambos do Bandeirantes Rugby Clube participam de uma entrevista hoje às 19:00 hs no programa Magazine Bandsports.

Pessoal, ja esta a todo vapor novo blog tratando das coisas do rugby, é do Juliuis Laucevicius do Tornados de Indaiatuba, é sempre importante termos foruns e locais em que possamos debater e aprender sobre as coisas do rugby, desejo sucesso nessa nova empreitada.
acesse o blog :

A RUGBY ESTA EM FESTA!

Mansion House, Dublin, foto: Associated Press
21 de março de 2009 ficará marcado para sempre no rugby irlandes,como o dia em que uma geração de grandes jogadores finalmente pode atingir seu maior objetivo, provar para o mundo que o rugby irlandes poderia ser campeão europeu.
Vários anos tentando, muitas vezes chegando perto, mas a sina de perdedor perseguia o grupo.
O Treinador Decklan Kidney resumiu a campanha vitoriosa - ” “Honesty, Trust, Hard work” , acredito que dispensa traduções.
Brian O’Driscoll completou -” a sensação de ganhar o Six Nations é tão fantastica que no dia seguinte voce nem acorda tão dolorido do jogo como normalmente acontece".

Decklan Kidney e Brian O’Driscollfoto: Associated Press
Com mais de 30 anos dentro do rugby, como jogador, treinador, comentarista ja vi e vivi muitos momentos especiais, pode-se dizer que sou vacinado com as grandes emoções do rugby, mas confesso que me emocionei no final do jogo ao ver O’Driscoll e sua equipe se abraçando e chorando.
Talvez por considera-lo quase um inumano ( como dizia meu amigo e parceiro de clube e seleção, o Mario)ou sei lá, por sua figura sintetizar o que é o grupo irlandes , ou por ver uma equipe superar seus limites, acreditar que é possivel, não se abater com grandes e várias decepções, ou talvez seja apenas porque realmente o rugby passa isso para todos, a atitude dos Galeses em cumprimentar todos os jogadores adversários ao final da partida com muito respeito e mais ainda, dandos-lhes os parabens pelo sucesso me pegou de jeito, superação, determinação, força de vontade, humildade, solidariedade, respeito, alguns valores que procuramos no dia a dia e que no rugby é tão natural que por vezes as pessoas não percebem.

Brian O’ Driscoll foto :Getty images
O fato é que todo fim de semana, no Brasil e em muitos lugares no mundo, em qualquer campinho que tiver uma partida de rugby, esses valores estarão agregados, o que se viu no Millenniun Stadium de Cardiff numa esfera profissional, é uso comum do rugby amador em qualquer praça.
Após a transmissão de sabado, desci orgulhoso para a redação, com o peito estufado, como se tivesse eu ganho algo dentro do campo, e em meio aos jornalistas nos cumprimentando pelo trabalho e comentando as belas jogadas que viram no rugby, compreendi que de fato tinha ganho tambem, além das emoções e sensações que uma partida como essa nos despertam, ganhei em ver que mesmo no nosso Brasil do futebol o rugby cativa os corações, e passo a passo, com muita luta e respeito um dia estará entre os esportes mais vistos do Brasil, e nossos clubes e seleções num lugar alto do pódio.


21/03 - Millennium Stadium –Cardiff – País de Gales – Espn 14:25 hs
A GRANDE FINAL

Ryan Jones ou O’Driscoll -Getty Images
Mais uma pagina desse fantástico mundo do rugby será escrita nesta tarde-noite na Europa quando a bola subir nos céus de Gales para a partida que define o 6 Nations 2009 entre País de Gales x Irlanda.
Por si só é sempre um jogo imperdível, sendo uma decisão e por tudo que esta cercando o encontro transformou-se num épico, vejamos os números :
A Irlanda é campeã ganhando, empatando ou perdendo por até 12 pontos de diferença, tem 8 pontos ganhos ( 4 vitórias) e um saldo de 46 , País de Gales tem 6 pontos ganhos ( 3 vitórias) e um saldo de 21, temos então 25 pontos de diferença, como o jogo é entre os dois, cada ponto feito por uma equipe tem peso dois, caso hipoteticamente o País de Gales vença por exatos 13 pontos de diferença teríamos então a Irlanda com saldo de 33, e Gales com saldo de 34.
Mas isso é só um dos temperos da partida, a Irlanda não vence o 6 Nations desde 1985, além disso não conquista o Grand Slam ( vencer o 6 nations invicto) desde 1948, por sua vez o País de Gales não é bi-campeão desde a temporada 1978/1979, e caso seja o campeão se iguala em títulos à Inglaterra como maior vencedor do torneio, a Inglaterra tem hoje 25 títulos, Gales 24, a Irlanda tem 10.
Analise :
No ano passado , a equipe do País de Gales venceu o 6 Nations com uma performance defensiva impressionante, nessa temporada a defesa não funcionou no mesmo padrão anterior, a grande pergunta é: O que aconteceu ? No meio esportivo é lugar comum convencionar que quando uma equipe ataca bem, mas a defesa não vai bem, provavelmente o preparo físico não esta condizente com o padrão de exigência da partida. Nos jogos que transmitimos na Espn várias vezes chamei atenção para os últimos 20 minutos de Gales, não foi bem contra a Escócia , contra a Inglaterra ganhou e só ( inclusive fez um try e sofreu dois), contra a França no segundo tempo a equipe não andou.
Warren Gatland escalou uma equipe com praticamente todos os reservas para pegar a Itália, foi muito criticado, pois apesar da vitória , o magro placar ( 20 x 15) complicou a equipe no quesito saldo de pontos, o que ninguém sabia é que Gatland ao mesmo tempo colocou a equipe titular num recondicionamento físico, os jogadores foram exigidos muito mais que o normal visando a decisão do título, veremos hoje se sua aposta dará certo.
A Irlanda chega hoje como favorita por merecimento, com um jogo pensado, jogado dentro de suas possibilidades, tem sua base do jogo nos forwards do campeão europeu de clubes, o Munster, seu posicionamento defensivo tem na velocidade na marcação o principal argumento, Declan Kidney sabe que hoje a marcação é a chave da vitória para sua equipe, num jogo dessa magnitude raramente alguém perderá suas bolas paradas ( lateral, fixo, saídas de jogo, etc), País de Gales é muito rápida no jogo aberto, tem um ataque envolvente e uma terceira linha que proporciona muitos contra-ataques, é por ai que Kidney tem trabalhado a equipe, evitar que os galeses empreguem sua agilidade ofensiva.
Prognóstico :
O jogo dificilmente penderá muito para algum lado, a imprensa mundial tem ressaltado os embates individuais como as chaves para a vitória, Kearney x Byrne , Shanklin x O’Driscoll, Jones x O’Gara, Powell x Heaslip , A-W Jones x P O’Connell.
De fato são confrontos decisivos e qualquer vacilo pode significar a derrota e o título, as duas equipes chegam com igualdade de condições, a Irlanda mais compacta, mais sólida, e bem ajustada, País de Gales joga em casa, e isso pode fazer toda a diferença dependendo de como o jogo vai se desenrolar, torcida não ganha jogo, porém, caso a equipe da casa saia na frente com contagem superior a 10 pontos e jogando bem , a torcida pode empurrar a equipe para uma superação inimaginável.
A meu ver a chave do jogo é mais simples, nas mãos de dois extra-terrestres mora a consagração, Shanne Willians por Gales x Brian O’Driscoll pela Irlanda, Willians é o atual melhor jogador do mundo, O’Driscoll há muitos anos é considerado um gênio, são de uma classe de jogadores que numa fração de segundo, num vacilo da defesa mudam o destino da partida, Willians é um definidor por excelência, O’Driscoll é mais completo, ataca com muita habilidade e defende como um trovão, neste jogo de hoje os dois terão que jogar no seu limite máximo, Willians para provar que realmente foi eleito com justiça o melhor do mundo, e merece figurar na história de Gales junto com Jpr Willians, Phill Bennet, Gareth Edwards, Barry John, entre outros monumentos do rugby de Gales, e O’Driscoll para se tornar…, bem, por tudo o que ele representa para a Irlanda caso consiga levar o título para casa , não sei, como dizem os irlandeses, O’Driscoll para presidente, sabe-se lá o que pode acontecer na Irlanda, é viver para ver.



País de Gales x Irlanda – A Grande Final – sábado 21/03 – 14:25 hs ao vivo na Espn

Irlanda
Será que finalmente chegou a hora da Irlanda levantar o troféu de campeã do 6 Nations ?
Após 23 anos ( ultima conquista em 1985) e ainda de quebra conseguir seu segundo Grand Slam ( o único foi em 1948).
Declan Kidney provavelmente trabalhou muito o emocional dos atletas para esta super decisão. O time esta pronto, aliás a equipe estava pronta a muito tempo, para ser mais preciso em 11 de fevereiro de 2007 quando poderia ter conquistado o título contra a França, mas perdeu na ultima jogada da partida. Daquela equipe 13 jogadores estarão em campo nesta decisão, o maior de todos finalmente vai para a decisão, dois anos atrás O’Driscoll machucado não jogou.
A tônica das respostas nas entrevistas, tanto de jogadores quanto do treinador versa sobre humildade, respeito e ansiedade, ou seja, a equipe sabe que carrega a paixão dos quase 6 milhões de habitantes somadas as duas Irlandas, sim , porque um dos maiores orgulhos do rugby é ter a Irlanda do Norte e a Republica da Irlanda jogando juntas, é o rugby unindo povos e dirimindo diferenças políticas.
Gales

Warren Gatland trabalhou seus jogadores de forma diferente, por objetivos, tem ressaltado que vencer o jogo e conseguir a Triple Crown é muito importante, caso o jogo siga por esse caminho com Gales jogando bem e na frente no placar, ai sim tentarão fazer uma vitória com diferença de mais de 13 pontos para conseguir o título, boa tática, muito inteligente, Gatland sabe que se colocar pressão para o título a equipe pode se apressar dentro de campo e ser surpreendida por contra-ataques irlandeses.
Após uma partida ruim contra a Itália é natural que os jogadores sintam que talvez este não seja o melhor momento para uma decisão, Gatland mudou a equipe e demonstra que não esta feliz com o rendimento da equipe, o fato é que País de Gales chegou como favorito no 6 Nations 2009, teve um começo seguro contra a Escócia, passou pela Inglaterra com muitas dificuldades, perdeu merecidamente da França e ganhou imerecidamente da Itália, retrospecto que deixa os quase 3 milhões de habitantes da terra do dragão vermelho preocupados.
Mas, tudo isso ficará para trás quando o jogo começar, quando a bola subir nos céus de Cardiff o que irá prevalecer será a equipe melhor preparada, será a equipe que resistir às tentações de uma definição rápida se expondo a contra-ataques, será a equipe que conseguir executar rigidamente ao plano de jogo pré-estabelecido, será a equipe que conseguir superar o que nem a estratégia pode prever, os improvisos, as qualidades, o momento do craque em campo.
O rugby é um esporte diferente dos outros em muitos aspectos, doação, solidariedade, superação, respeito, lealdade, espírito de luta, espírito de equipe são suas marcas registradas, por mais destaque que tenha um atleta, ele sabe que é parte de um todo muito maior, ele sabe que o mais importante é poder contribuir com seu melhor para o objetivo final que é fazer o melhor possível, e se o melhor resultar em vitória, maior a consagração.
País de Gales e Irlanda sem duvida nehuma farão um jogo histórico, os heróis ao final de 80 minutos serão eternamente lembrados no imaginário publico, histórias serão contadas muitas e muitas vezes sobre o dia 21 de março de 2008, o dia em que……bem, depois do jogo completo a sentença.

Amanhã mais análise e prognóstico sobre quem vencerá !
Escalação ( aguardando confirmação) :
15 Robert Kearney
14 Tommy Bowe
13 Brian O’Driscoll
12 Gordon D’Arcy
11 Luke Fitzgerald
10 Ronan O’Gara
9 Tomas O’Leary
8 Jamie Heaslip
7 David Wallace
6 Stephen Ferris
5 Paul O’Connell
4 Donncha O’Callaghan
3 John Hayes
2 Jerry Flannery
1 Marcus Horan.
Reservas: 16 Rory Best, 17 Tom Court, 18 Mick O’Driscoll, 19 Denis Leamy, 20 Peter Stringer, 21 Paddy Wallace, 22 Geordan Murphy.
País de Gales
15 Lee Byrne
14 Mark Jones
13 Tom Shanklin
12 Gavin Henson
11 Shane Williams
10 Stephen Jones
9 Mike Phillips
8 Andy Powell
7 Martyn Williams
6 Ryan Jones (capitão)
5 Alun-Wyn Jones
4 Ian Gough
3 Adam Jones
2 Matthew Rees
1 Gethin Jenkins.
Reservas: 16 Huw Bennett, 17 John Yapp, 18 Luke Charteris, 19 Dafydd Jones, 20 Warren Fury, 21 James Hook, 22 Jamie Roberts.
Local: Millennium Stadium
Temperatura : 12°C
Arbitro: Wayne Barnes ( Inglaterra)
Juízes de linha: David Pearson (Inglaterra), Stuart Terheege ( Inglaterra)
Television match official: Romain Poite (França)
NESTE sábado 21/03 – 14:25 hs - Na Espn


21/03 - 14:30 hs - ao vivo - País de Gales x Irlanda !
Na Espn International !

Nesta sexta-feira (20/03) estaremos no Programa Bate-Bola 2ª Edição (Espn-Brasil 18:30 ) e mais tarde no The Book is on the Table ( Espn - 20:00hs) analisando e trazendo informações sobre a grande final


PAÍS DE GALES X IRLANDA A GRANDE FINAL

HISTÓRIA
National Stadium, Cardiff , País de Gales, 5 de março de 1983, com tries de Holmes, Rees, Wyatt, 1 conversão e 3 penais do fullback Wyatt, contra apenas 3 penais de Campbell, a equipe galesa bate a Irlanda com 14 pontos de diferença a exatos 16 anos atrás.
Ravenhill, Belfast, Irlanda 13 de março de 1948, com tries de Daly e Mullan, contra um trie de Willians, a equipe irlandesa bate País de Gales e torna-se campeã do Five Nations conquistando o Grand Slam ( vitórias em todos os jogos), foi a primeira e única vez que os irlandeses fizeram o Grand Slam.
National Stadium, Cardiff, País de Gales, 3 de fevereiro de 1979, com tries de Martin, Ringer, 2 conversões e 4 penais do primeiro centro Fenwick, contra ties de McLennan, Patterson, mais duas conversões e 3 penais do abertura Tony Ward, a equipe Galesa bate a Irlanda e com a vitória contra a Escócia na ultima rodada se torna bi-campeã do five nations pela ultima vez, em 1978 foram campeões com Grand Slam e 1979 campeões com triple-crown , perdendo somente para a França).
National Stadium, Cardiff, País de Gales, 16 de março de 1985, com tries de Crossan, Ringland, 2 conversões e 3 penais do centro Michael Kiernan, contra 1 try de Lewis , 1 conversão de Waytt e um drop de Davies, a equipe Irlandesa bate o País de Gales e com a vitória contra a Inglaterra na ultima rodada se torna campeã pela ultima vez do Five Nations.
País de Gales e Irlanda se enfrentaram pela primeira vez em 1882 , com vitória de Gales, até a partida de hoje foram 113 jogos, com balanço favorável aos galeses, 62 vitórias contra 45 dos irlandeses e 6 empates. Nos ultimos 20 jogos disputados, entre 1990 e 2008 foram 13 vitórias da Irlanda, 6 vitórias de Gales e um único empate em 1991.
Útimos confrontos :
2000 País de Gales venceu por 23 x 19 ( Dublin)
2001 Irlanda venceu por 36 x 6 (Cardiff)
2002 Irlanda venceu pó 54 x 10 (Dublin)
2003 Irlanda venceu por 25 x 24 (Cardiff)
2004 Irlanda venceu por (Dublin)
2005 País de Gales venceu por 32 x 20 (Cardiff)
2006 Irlanda venceu por 31 x 5 (Dublin)
2007 Irlanda venceu por 19 x 9 (Cardiff)
2008 País de Gales venceu por 16 x 12 (Dublin)

Irlanda x Gales 1948 - Getty Images

Perfil : treinadores
Warren Gatland – País de Gales

Warren David Gatland, nascido em 1963 em Hamilton, Nova Zelândia, jogou como Hooker do Waikato até 1995 onde completou 140 jogos.
Foi treinador da Irlanda em 1999 , como grande marca a vitória pelo 5 Nations contra a França, no mundial sua equipe não foi bem, Gatland então em 2001 assumiu o London Wasps, 3 títulos na Zurich Premiership e um campeonato europeu da Heineken Cup batendo o Toulouse na final de 2004 deram-lhe muito status, trabalho até hoje reconhecido pela imprensa mundial.
Após brilhante participação européia, Gatland voltou ao seu clube Waikato em 2005 para lhe dar um título inédito, pela primeira vez o Waikato ganharia a Air New Zealand Cup , depois trabalhou como conselheiro técnico no Chiefs do Super 14.
Em novembro de 2007 Waren Gatland voltou à Europa, desta vez como treinador de País de Gales, seleção que estava num péssimo momento após pífia participação no mundial 2007, onde sequer chegou às oitavas de final.
Warren Gatland reviveu a equipe, sua primeira grande vitória foi bater a Inglaterra em Twickenhan, algo que Gales não conseguia desde 1988, na seqüência conquistou o 6 Nations 2008 com direito a Grand Slam.
Gatland é considerado hoje um dos melhores treinadores do mundo, com comando duro, porém amigo dos atletas, tem no binômio treinamento-comprometimento sua marca registrada, integra a nova safra de treinadores de rugby criados na era profissional do rugby.
Declan Kidney – Irlanda

Declan Kidney, nascido em 1959, em Cork, Irlanda, professor de matemática, começou sua carreira no rugby no colégio em que lecionava, Presentation Brothers College. Após o sucesso obtido nas categorias de base, onde seu maior feito foi vencer a Triple Crown com a Irlanda School Team em 1992, Kidney assumiu a Seleção da Irlanda M-19, e em 1998 venceu o mundial da Fira da categoria.
Na seqüência foi para o Munster em Limerick onde começou a mudar o clube no sentido de brigar por títulos na Heineken Cup, após perder a final para o Leicester assumiu como auxiliar de Eddie O’Sullivan na seleção irlandesa.
Em 2005 esteve no Newport Gwent Dragons e no Leinster, mas rapidamente voltou para o Munster, e na sua segunda passagem conquistou dois títulos da Heineken Cup, em 2006 e 2008, logo após a final em que o Munster venceu o Toulouse por 16 x 13, Kidney foi anunciado como novo treinador da Seleção da Irlanda no lugar de O’Sullivan.
A Irlanda desde 2007 não se encontrava, a chegada de Kidney revigorou a equipe, o 6 Nations 2009 é seu primeiro torneio à frente da Irlanda.
Kidney é um dos maiores estudiosos do rugby atual, com jeito simples, fechado, sua formação de professor de matemática lhe moldou o perfil calculista e estratégico com que monta suas equipes, diferente de outros treinadores Kidney é extremamente calmo nas conversas com os jogadores.
Dos treinadores, dois perfis de formação diferentes, dois modos diferentes de enxergar o rugby, ingredientes a mais para a grande final de sábado (21/03).

A Quarta Rodada elimina a França !

A quarta rodada do 6 Nations reescreveu a história, a vitória da Irlanda contra uma Escócia emergente, jogo em que O’Gara ultrapassou Jonny Wilkinson e agora com 502 pontos é o maior artilheiro da história do 6 Nations, em Roma por pouco País de Gales entrega o títluo para a Irlanda de bandeja, com uma atuação abaixo de suas reais possibilidades viu a Itália dominar a partida, tivesse a Azzuri maior poder de conclusão teria vencido, mas o jogo que ficará marcado por muitos anos foi Inglaterra x França, jogando um rugby que há muito não se via os ingleses massacraram a França, colocaram 29 x 0 no primeiro tempo dando um verdadeiro show de bola, na segunda etapa o jogo foi mais equilibrado, mesmo assim a França ficou atordoada com o volume e conclusão da equipe da terra da rainha, problemas à vista para a comissão técnica da França.
Resultados :
Edimburgh – Escócia 15 x 22 Irlanda
Roma – Itália 15 x 20 País de Gales
Londres – Inglaterra 34 x 10 França
Vamos as analises :
Irlanda

Um primeiro tempo muito difícil para a equipe irlandesa, com pouca mobilidade nos forwards e muita pressão adversária a equipe de Kidney não conseguiu se impor, foi dominada pelos escoceses, a pontaria de O’Gara ajudou a diminuir o prejuízo do primeiro tempo, e O’Driscoll, sempre ele, fez algo digno de ganhar uma estatua no seu país ao salvar um try praticamente feito na ultima jogada do primeiro tempo, após o fullback Kearney ser driblado num rápido contra-ataque escocês feito pelo ponta Thom Evans, a situação ficou de dois para um, Evans com apoio de Danielli contra Luke Fitzgerald, Evans ganhou a marca e serviu Danielli a 4 metros da linha de try, quando não se sabe de onde BOD que no início do contra –ataque escocês estava na linha de 22 mts em ataque surgiu como um raio e para espanto de todo o estádio conseguiu tacklear Danielli para a lateral, alguns jogadores são especiais, Brian O’Driscoll é mais que isso para a Irlanda, é um grande coração verde que jamais se entrega.
No segundo tempo as coisas melhoraram para a Irlanda, com velocidade e variações de jogadas envolveu a defesa escocesa e numa linda jogada de Peter Stringer conseguiu seu try com Heaslip, O’Gara se encarregou em ampliar o placar com uma conversão , mais um drop e um penal.
Depois de 23 anos talvez tenha chegado a hora da Irlanda levantar novamente o troféu de campeã européia de seleções, tem mostrado consistência, atitude, humildade, estratégia e muita disciplina, é uma equipe madura, com base em duas brilhantes equipes, o Leinster e principalmente o Munster ( atual campeão europeu de clubes), terá uma semana até chegar dia 21 de muita ansiedade, e esse talvez seja o maior adversário que enfrentará no sábado, a ansiedade.
Gales

Após a derrota para a França parece que Gales meio que saiu do prumo, nos dois últimos jogos esteve bem só no primeiro tempo em Paris, daquele jogo até a vitória contra a Itália neste ultimo fim de semana parece que perdeu a inspiração, especialmente neste jogo contra a Itália deixou muito a desejar, tudo bem que seu treinador mudou bastante a equipe, mesmo assim seu plantel é muito bom, jogadores como Henson, Hook, entre outros não podem ser considerados reservas, logo a impressão é que realmente as coisas não andam bem .
Que Warren Gatland é um dos melhores treinadores do planeta ninguém tem duvida, que os atuais campeões do 6 nations tem atualmente um dos mais modernos e completos sistemas de jogo ninguém discorda, que dentro de seu plantel existem jogadores que seriam titulares em qualquer seleção no mundo, nada a contestar, a questão é: O que esta acontecendo com a seleção de País de Gales?
Dia 21/03 no Millenium Stadium em Cardiff saberemos as respostas, talvez o preparo-físico não seja o ideal, desde o primeiro jogo chamo a atenção sobre isso, talvez o sistema de jogo tenha sido estudado exaustivamente pelos adversários e se tornou um pouco previsível, talvez os problemas de relacionamento no grupo causados pela famosa briga num Pub entre jogadores e torcedores pode ter abalado o grupo, o fato é que apesar de ser o atual campeão, apesar de decidir em casa o título, País de Gales não parece a mesma equipe do ano passado, que encantou a todos com união, velocidade e habilidade, tanto que seu ponta Shane Willians merecidamente foi eleito melhor jogador do mundo; Não, não parece Gales do ano passado, e pode ser por essas e outras que o sonho do bi-campeonato a cada rodada fica mais distante.
França

Marc Lievremont arriscou em manter uma formação mais jovem contra a Inglaterra, a mesma que havia obtido uma boa vitória em Paris contra Gales, não foi o que aconteceu em Londres, tudo deu errado, numa tarde péssima de toda a equipe francesa e bem no dia que a Inglaterra jogou um rugby que até então não havia apresentado.
O pressionado Martin Johnson passou o bastão da pressão para Lievremont, a imprensa especializada francesa e até a nem tão especializada não tiveram dó em bater forte no jovem treinador, com manchetes como vergonha, medíocre, etc.
Lievremont por sua vez não deixou barato, admitiu o fracasso publicamente porém dividiu com alguns jogadores, sem citar nomes, que não houve por parte deles ( jogadores) postura e empenho devido para um jogo desse porte, chamou Michalak e Servat para o jogo contra a Itália e acrescentou :” não será um jogo fácil, precisamos reagir e recuperar nosso orgulho ferido”.
Nesse clima a França tentará algo na ultima rodada, é muito mais equipe que a Itália e numa situação normal venceria bem, com tudo o que aconteceu uma grande interrogação paira no ar, problemas e mais problemas terão que ser encarados, uma derrota para a Azzuri é algo que nem o mais pessimista torcedor poderá digerir,que dirá a Diretoria da Federação Francesa de Rugby!
Inglaterra

Nada como uma grande vitória contra um grande rival para aflorar o lado positivo de uma fase complicada como a que vive a Inglaterra. De uma campanha sofrida até antes da partida contra a França para a calmaria instaurada pós vitória e a certeza que finalmente a renovação esta sendo bem conduzida.
Martin Johnson e seus jogadores agora falam em bater a Escócia para dependendo dos resultados saírem como vice-campeões da temporada, nada mal para quem a uma semana atrás era massacrado pela imprensa , em particular a londrina.
O fato é que a Inglaterra fez uma partida impressionante contra a França, um primeiro tempo espetacular, envolvente, veloz, com jogadas ensaiadas, muita disposição, participativo, fazer uma partida dessas contra um arqui-rival como a França, melhor impossível.
Martin Johnson usara este jogo como modelo do que quer para sua equipe, fica a duvida no ar, será que a Inglaterra finalmente voltou ? se mantiver o que fez domingo contra a França com certeza sim, as soluções como Armitage, Flutey, Croft finalmente suplantaram os problemas da camisa 10, problemas que ainda existem, Flood e Goode ainda não convenceram , excetuando um bom e breve período com Cipriani, a camisa de abertura da Seleção Inglesa parece que já sai de fabrica com o nome de Wilkinson estampado nas costas, na hora do jogo tem-se a impressão que por ser branca, é colado esparadrapo em cima do nome, então quem joga passa a sensação de ser um provisório , um quebra-galho, é por ai que os problemas persistem.
Trocando em miúdos, uma exibição como a de domingo passado contra a França pode transformar uma equipe, caso a Inglaterra consiga se manter nesse nível o recente passado de desconfiança desaparece e entra em campo um postulante ao título mundial de 2011 sem qualquer duvida, é esperar para ver.
Escócia e Itália
Italia

Escócia

A Itália finalmente fez um bom jogo contra Gales, mas como disse certa vez o treinador de futebol Bora Milutinovic quando enfrentou o Brasil com a Costa Rica, após uma boa partida de sua equipe que virou ganhando o jogo, foi melhor no segundo tempo mas perdeu, proferiu – “ Jogamos como nunca, perdemos como sempre”. A Itália esta assim, quando joga mal é atropelada, quando joga bem perde de pouco, terrível fase da Azzuri que tem mais para apresentar , falta identidade à equipe, falta saber matar o jogo quando tem oportunidade, enfrentará a França destroçada , em crise, perdida, quem sabe não seja sua grande oportunidade?
A Escócia vive dilema semelhante, jogou melhor que a Irlanda no primeiro tempo, a ponto de depois do jogo o capitão irlandês O’Driscoll na coletiva ter admitido que saiu barato o primeiro tempo para a Irlanda, ou seja, a Escócia tem bons jogadores, seus forwards são muito fortes e tecnicamente disciplinados, tem Paterson como um dos melhores chutadores do mundo, falta também saber matar o jogo quando pode, enfrentará a Inglaterra animada e confiante, de repente os ingleses dão uma bobeada e a Escócia encaixa uma boa partida e termina o torneio com chave de ouro, de repente?
Classificação :
A seleção da Irlanda lidera com 8 pontos, Gales com 6 pontos ainda esta na briga pelo título , França e Inglaterra com 4 pontos, Escócia com dois pontos e Itália sem nenhum cumprem tabela.
Próxima rodada 21 de março , veja os jogos :
País de Gales x Irlanda, Millennium Stadium em Cardiff
Itália x França, Stadio Flaminio em Roma
Inglaterra x Escócia , Twickenham em Londres


RESULTADOS DA QUARTA RODADA !

MURRAYFIELD - ESCÓCIA 15 X 22 IRLANDA
TWICKENHAM - INGLATERRA 34X 10 FRANÇA
veja melhores momentos desses jogos, clique abaixo :
www.espn.com.br/rugby
Completando a rodada :
FLAMINIO- ITÁLIA 15 X 20 GALES


INGLATERRA X FRANÇA - 18:30 hs na ESPN

HISTÓRIA
Twickenham, 7 de abril de 2001, numa tarde fria em Londres, 75.000 seriam testemunhas de um partida hitórica, a Inglaterra de Dallaglio e Martin Johnson tem um desempenho ímpar e com tries de Balshaw, Catt, Greening, Greenwood, Hill, Perry e mais
6 conversões e 2 penais de WiIlkinson , contra 1 try de Bernat-Salles , 3 penais, 1conversão e um drop de Merceron, o placar no final apontou Inglaterra 48 x 19 França,
maior pontuação somada na história desse confronto.
Stade Colombes, 26 de fevereiro de 1972, a França dos irmãos Spanghero, de Jô Maso, Jean Pierre Lux e Villepreux , frente a 34.000 pessoas da um show de rugby arte, aliando potência e determinação com um jogo de mão que ficou conhecido como rugby champagne, com tries de Biemouret, 2 de Duprat , Lux, Sillieres, Spanghero, e mais 1 penal e 5 conversões de Villepreaux , contra 1 try de Beese , 2 penais e uma conversão de Old, a França impõe uma derrota histórica para os ingleses, o placar final apontou França 37 x 12 Inglaterra, 25 pontos de diferença merecidos para a França.
A rivalidade que transcende os gramados, tradição, qualidade, expectativa, respeito mútuo, o maior clássico europeu de rugby, o “encontro dos velhos inimigos” começou em 1906 quando se enfrentaram pela primeira vez, foram até hoje 91 partidas, a Inglaterra lidera o confronto com 49 vitórias contra 35 da França, em 1985 aconteceu o último dos 7 empates.
Prognóstico Histórico : vitória da Inglaterra
Prognostico Atual : vitória da França
Últimos confrontos :
2008: Inglaterra venceu 24-13 no Stade de France, Paris
2007: Inglaterra venceu 14-9 no Stade de France, Paris (RWC)
2007: França venceu 22-9 no Stade Vélodrome, Marseille
2007: França venceu 21-15 em Twickenham, Londres
2007: Inglaterra venceu 26-18 em Twickenham, Londres
2006: França venceu 31-6 no Stade de France, Paris
2005: França venceu 18-17 em Twickenham, Londres
2004: França venceu 24-21 no Stade de France, Paris
2003: Inglaterra venceu 24-7 no Stadium Australia, Sydney (RWC)
2003: Inglaterra venceu 45-14 em Twickenham, Londres
2003: França venceu 17-16 no Stade Vélodrome, Marseille
2003: Inglaterra venceu 25-17 em Twickenham, Londres
2002: França venceu 20-15 no Stade de France, Paris
Analises :

Inglaterra
Inglaterra
Martin Johnson pode colocar uma pesada pedra para tampar a panela de pressão que se transformou a seleção inglesa de rugby se hoje sua equipe bater a França, simples assim, apesar das dificuldades, cartões amarelos, indefinição de posições, falta de um padrão de jogo, e mais questionamentos sobre seu trabalho, Johnson sabe que bater a França trará paz e tranqüilidade para ele, felicidade para os fanáticos torcedores e certa calma para a imprensa.
Para isso a Seleção Inglesa terá que jogar mais do que apresentou até aqui, os forwards tem melhorado jogo a jogo, porém é na linha que residem as maiores preocupações, Ellis e Flood farão a dupla nas camisas 9 e 10, o problema continua no quesito criatividade, a insegurança na armação das jogadas tem sido o principal sintoma dos males ingleses, para superar a França hoje terá que jogar um rugby completo, com fases e mais fases de forwards, comprometer a terceira linha azul, jogar com penetrações de sua linha pelo meio e muita velocidade nas finalizações, a França é a favorita para a partida, assim como era na semi-final das copas do mundo de 1991 e 2007, e deu Inglaterra, num clássico dessa magnitude não dá para descartar ninguém, quem encaixar o jogo leva a vitória.
15 Delon Armitage
14 Ugo Monye
13 Mike Tindal
12 Riki Flutey
11 Mark Cueto
10 Toby Flood
9 Harry Ellis
8 Nick Easter
7 Joe Worsley
6 Tom Croft
5 Simon Shaw
4 Steve Borthwick(capitão)
3 Phil Vickery
2 Lee Mears
1 Andrew Sheridan.
Reservas: 16 Dylan Hartley, 17 Julian White, 18 James Haskell, 19 Nick Kennedy, 20 Danny Care, 21 Andy Goode, 22 Mathew Tait.
França
França

Marc Lievremont parece que aos poucos vai impondo sua idéias e a vitória contra País de Gales na última rodada foi fundamental para lhe dar tranqüilidade e confiança.
Praticamente repete a equipe, com alterações na terceira linha, entra Chabal, e na abertura onde Francis Trinh-Duc vai pro jogo desde o começo, na demais posições nenhuma alteração.
Contra País de Gales os forwards fizeram uma grande partida, realizaram um trabalho que praticamente neutralizou o adversário e dominaram amplamente a segunda etapa, a linha francesa dispensa comentários, são diferenciados, definidores por excelência, tem no apoio sua principal característica e se tiveram boas posses de bola fazem sua parte, o problema para a França reside em conseguir segurar os potentes forwards ingleses, dividir posse de bola não é o caminho, precisa dominar as ações e empurrar a Inglaterra para seu campo defensivo, induzir a insegura equipe inglesa ao erro, tarefa difícil, mas factível, se mantiver o nível da ultima apresentação tem tudo para se manter na briga pelo título, mas , caso tente jogar mais aberto pode se complicar e perder a partida.
Escalação
15 Maxime Medard
14 Julien Malzieu
13 Mathieu Bastareaud
12 Yannick Jauzion
11 Cedric Heymans
10 Françios Trinh-Duc
9 Morgan Parra
8 Imanol Harinordoquy
7 Sebastien Chabal
6 Thierry Dusautoir
5 Jérôme Thion
4 Lionel Nallet (capitão)
3 Sylvain Marconnet
2 Dimitri Szarzewski
1 Lionel Faure.
Reservas: 16 Benjamin Kayzer, 17 Thomas Domingo, 18 Louis Picamoles, 19 Julien Bonnaire, 20 Sebastien Tillous-Borde, 21 Florian Fritz, 22 Damien Traille.
Local: Twickenham, Londres
Arbitro: Stuart Dickinson (Australia)
Juizes assistentes : Nigel Owens ( Gales), Tim Hayes (Gales))
Television match official: Nigel Whitehouse (Gales)
NESTE domingo 15/03 - 18:30 hs - Na Espn


ESCÓCIA X IRLANDA - 23:55 hs na ESPN

HISTÓRIA
Lawsdone Road,28/02/1948 , ao vencer a Escócia por 6 x 0 a Irlanda se aproximava de ganhar seu primeiro e aliás até hoje único Grand Slam, por uma incrível coincidência a ordem dos jogos desse único Grand Slam se repete nesta temporada para a Irlanda, França. Inglaterra, Escócia e terminando contra País de Gales.
Murrayfield, 20/03/1999, a Escócia bate a Irlanda por 30 x 13 e praticamente garante o título da 5 Nations na ultima vez que foi disputado , em 2000 passaria a chamar-se 6 Nations com a entrada da Itália, e a Escócia com essa vitória e depois batendo a França seria a campeã pela ultima vez também, desde 1999 a Escócia não vence o Europeu de Seleções, mas naquele 20/03/1999 o dono do jogo foram os escoceses, comandados por Gary Armstrong e com 2 tries de Murray , 1 de Townsend e outro de Grimes, seu chutador Logan converteu dois tries e acertou mais 2 penais contra 13 pontos de Humpheys para a Irlanda.
Escócia e Irlanda se enfrentaram pela primeira vez em 1877 , a Irlanda venceu, até a partida de hoje foram 123 jogos, com balanço favorável aos escoceses, 62 vitórias contra 54 dos irlandeses e 5 empates.
Prognóstico Histórico : vitória da Escócia
Prognostico Atual : vitória da Irlanda
Útimos confrontos :
2008 Irlanda venceu por 34-14 no Croke Park
2007 Escócia venceu 31-21 em Murrayfield
2007 Irlanda venceu 19-18 em Murrayfield
2006 Irlanda venceu 15-9 em Lansdowne Road
2005 Irlanda venceu 40-13 em Murrayfield
2004 Irlanda venceu 37-16 em Lansdowne Road
2003 Irlanda venceu 29-10 em Murrayfield
2003 Irlanda venceu 36-6 em Murrayfield
2002 Irlanda venceu 43-22 em Lansdowne Road
2001 Escócia venceu 32-10 em Murrayfield
Analises :

Irlanda
Quatro mudanças surpreenderam a todos para este jogo contra os Escoceses, afinal de contas a Irlanda jogou e venceu suas três partidas com o mesmo time, Declan Kidney optou pelos seguintes jogadores Gordon Darcy entra no lugar de Paddy Wallace, o oitavo Heaslip perde a vaga para mais um jogador do Munster Denis Leamy, em compesação sai o Hooker do Munster Jerry Flannery para entrada de Rory Best do Ulster, mas a mais significativa alteração acontece na camisa 9, sai Tomas O’Leary para a entrada de Peter Stringer, o eterno scrum-half da Irlanda e maior parceiro de O’Gara na seleção inicia uma partida desde o fatídico jogo contra a Geórgia na Copa do Mundo de 2007, ao ter um passe interceptado que resultou em try , Stringer ouviu o que não queria de O’Driscoll dentro do campo e do treinador irlandês na copa Eddie O’Sullivan fora do estádio, foi sacado da equipe desde então.
Stringer porém não desanimou, com 31 anos e acreditando que dias melhores viriam continuou treinando quieto e determinado, resultado, com boas atuações quando entrava readquiriu a confiança de todos, em particular do treinador Kidney e de Brian O’Driscoll, determinação, atitude e respeito foram os motivadores de Stringer, que dá a volta por cima e mostra de que é feito um bom jogador de rugby.
O’Gara esta a apenas 5 pontos de se tornar recordista do 6 Nations e O’Driscoll que fez tries em todos os jogos tentará quem sabe um Grand Slam pessoal, fazer try nos cinco jogos, missão impossível? Para O’Driscoll nada parece impossível.
União, determinação formam a equipe irlandesa, porém tem que tomar cuidado com a evolução da Escócia, esse antigo rival tem um jogo de forwards muito duro e uma excelente defesa, a Irlanda é favorita desde que mantenha o padrão das ultimas apresentações.
Escalação :
15 Rob Kearney (Leinster)
14 Tommy Bowe (Ospreys),
13 Brian O’Driscoll (Leinster, capitão)
12 Gordon D’Arcy (Leinster )
11 Luke Fitzgerald (Leinster)
10 Ronan O’Gara (Munster)
9 Peter Stringer (Munster)
8 Denis Leamy (Munster )
7 David Wallace (Munster)
6 Stephen Ferris (Ulster)
5 Paul O’Connell (Munster)
4 Donncha O’Callaghan (Munster)
3 John Hayes (Munster)
2 Rory Best (Ulster )
1 Marcus Horan (Munster).
Reservas: 16 Jerry Flannery (Munster) ., 17 Tom Court (Ulster), 18 Mal O’Kelly (Leinster), 19 Jamie Heaslip (Leinster) 20 Tomas O’Leary (Munster)21 Paddy Wallace (Ulster), 22 Geordan Murphy (Leicester).

Escócia :
Frank Hadden e seus jogadores tem trabalhado muito para dar um padrão de jogo e qualidade à equipe escocesa, os resultados ainda não são os esperados, mas a equipe não tem se abatido e após uma estréia fraca contra Gales a equipe fez um bom jogo contra a França e venceu convincentemente a Itália, bons ventos parecem finalmente soprar para os lados escoceses.
Chris Paterson entra como fullback , o scrum-half e capitão Mike Blair mais uma vez conduzira a equipe que aposta no seu poderoso pack de forwards, uma tarefa duríssima para a equipe da casa, a Irlanda vem embalada e tem tudo para conseguir a vitória, porém se depender de esforço e dedicação a Escócia tem tudo para endurecer o jogo e de repente causar uma grande surpresa neste 6 Nations 2009
Escalação :
15 Chris Paterson
14 Simon Danielli
13 Max Evans
12 Graeme Morrison
11 Thom Evans
10 Phil Godman
9 Mike Blair (capitão )
8 Simon Taylor,
7 John Barclay
6 Alasdair Strokosch
5 Jim Hamilton
4 Jason White
3 Euan Murray
2 Ross Ford
1 Alasdair Dickinson.
Reservas: 16 Dougie Hall, 17 Moray Low, 18 Nathan Hines, 19 Scott Gray, 20 Chris Cusiter, 21 Nick De Luca, 22 Hugo Southwell.
Local: Murrayfield – Edimburgh
Arbitro: Jonathan Kaplan ( Africa do Sul)
Juizes assistentes Wayne Barnes ( Inglaterra) Carlo Damasco ( Italia)
Television match official: Hugh Watkins ( Gales )
NESTE sabado 14/03 - 23:55 hs - Na Espn


Nesta fim de semana a quarta rodada do 6 Nations !
Na Espn International !

sabado 14/03 - 23:55 hs - Escócia x Irlanda
domingo 15/03 - 18:30 hs - Inglaterra x França



Mais uma notícia sensacional para o rugby brasileiro, teremos um programa especial de 2 horas com os melhores momentos da Copa do Mundo de Seven , é o rugby abrindo espaço na Espn.
A primeira exibição ocorrerá dia 12/03 às 10:00 hs.


Penúltima rodada !

A quarta e penúltima rodada do 6 Nations 2009 terá jogos interessantes e um dos maiores confrontos do mundo do rugby, a líder Irlanda vai para Edimburgh enfrentar sua eterna rival a Escócia, País de Gales ferido pela derrota na ultima rodada viaja bastante modificado para Roma onde encara a Itália, Inglaterra x França fecham a rodada num duelo de gigantes.
4ª rodada :
Edimburgh - Escócia x Irlanda
Roma – Itália x País de Gales
Londres – Inglaterra x França
Vamos as analises :
Gales

Muitas mudanças na equipe, Warren Gatland continua enigmático, tenta dar uma balançada na equipe e ao mesmo tempo colocar pressão em todos os jogadores, sugere que para a ultima rodada contra a Irlanda ainda não tem o time definido, ou contra a Itália Dara oportunidade para alguns atletas que não vinham jogando.
Mesmo com o baque da derrota para a França a equipe de Shane Willians é franca favorita, tem tudo para conseguir uma boa vitória .
Tentará também colocar uma boa margem de pontos para na ultima rodada ter esperanças de bater a Irlanda e conquistar o bi-campeonato.
Italia

Pelos lados da Itália a idéia é fazer um bom jogo e espantar um pouco a ma fase no 6 Nations, a Azzuri sempre chega para brigar por posições honrosas na competição, mas nesta anoa as coisas não andaram bem, Nick Mallet pode pagar o pato pela má campanha, o treinador sul-africano tem sido responsabilizado não pelos resultados, mas pelas mas apresentações da equipe e também é muito contestado pelo seus métodos de trabalho, ou seja, crise legitima.
França

Marc Lievremont foi bem na ultima partida contra Gales, com algumas alterações importantes no elenco conseguiu com muita determinação dos jogadores um excelente resultado, é notório que esses jovens talentos franceses ainda tem muito o que evoluir, mas o caminho esta traçado, passa pelo caminho da renovação a inconstância, os altos e baixos, a equipe não terá um desempenho linear ainda, inclusive poderá oscilar dentro da própria partida, por outro lado tem jogadores do mais alto nível que a qualquer momento revertem as situações.
Enfrentar a Inglaterra em Twickenham via de regra é complicado, enfrentar os ingleses após duas derrotas seguidas ( Gales, Irlanda) é mais complicado ainda, a jovem equipe francesa pode sentir a pressão, de qualquer forma esta num momento melhor e com esperanças, remotas é verdade, mas ainda sim esperanças, de conquistar o torneio, é favorita na partida.
Inglaterra

Martin Johnson não tem conseguido dar um padrão de jogo para sua equipe, não encontra uma formação ideal, sofre com a indisciplina do grupo e continuando nessa toada terá dificuldades em permanecer à frente da Seleção da Inglaterra.
Porém , uma vitória contra a eterna rival França pode dar a tranqüilidade para a dura e complicada transição que vive a equipe da terra da rainha, o momento é terrível , nada tem dado certo, apesar de ter jogado razoavelmente bem nas ultimas duas partidas a Inglaterra passa uma sensação de insegurança, parece que falta confiança nos momentos decisivos das partidas.
De todo modo é uma grande escola do rugby mundial, conseguindo agüentar a pressão por jogar em casa, onde ultimamente não tem se apresentado bem, e encaixando um jogo de forwards duro e disciplinado pode conseguir um bom resultado, pelo que apresentou na competição até agora terá que se superar para conseguir um bom resultado
Irlanda

Declan Kidney altera a equipe pela primeira vez na competição, a Irlanda vive um momento impar, é primeira colocada, tem reais possibilidade de conquistar o 6 Nations 2009, invicta com três vitórias, em jogos contra a Itália, mas principalmente contra França e Inglaterra, tem agora uma nova batalha contra a Escócia, jogar em Murrayfield é sempre complicado.
A Irlanda tem sido consistente e muito objetiva, tem no seu treinador um grande estrategista, é uma equipe experiente e tem na figura de seu capitão O’Driscoll ( que fez tries em todos os jogos da competição) a inspiração necessária para acreditar que é possível conquistar o 6 Nations, tem que tomar cuidado com a ansiedade nessa partida, é favorita absoluta contra a Escócia.
Escócia

Para quem começou o 6 Nations totalmente desacreditada e brigando para não ficar na ultima posição, a Escócia superou as expectativas , a equipe evoluio a cada jogo , daquela equipe desanimada e sem brilho da estréia , realmente tem jogado um bom rugby, padece de mais qualidade mas tem tido bons momentos na competição.
Os últimos anos não tem sido dos melhores para os escoceses, mas de qualquer forma tem muita tradição e podem fazer um bom jogo contra a Irlanda, se conseguir repetir a boa atuação contra a França de repente pode causar uma grande surpresa batendo a favorita Irlanda.
Classificação :
A seleção da Irlanda lidera com 6 pontos, colados e ainda na briga pelo título estão Gales e França com 4 pontos , Inglaterra e Escócia com dois pontos e Itália sem nenhum cumprem tabela.


Ensinamentos do esporte !
A grande missão do esporte, em qualquer âmbito, amador ou profissional, é acima de tudo melhorar a pessoa, é uma ferramenta fundamental e complementar assim como as artes, musica, etc.
As grandes nações esportivas tem como balizador de cidadania nos ensinos fundamentais várias atividades complementares para que seus jovens através de atividades extra-curriculares tenham uma visão mais ampla e experiências diferenciadas que venham a agregar sabedoria em suas vidas.
Pois bem, atentemos à parte que nos concerne que é a área esportiva, competição, humildade, respeito às regras, respeito ao corpo, respeito às leis do jogo, superação, vitórias e derrotas, treinamentos, e muito mais formam ou afloram no atleta seus conceitos de vida, em recente pesquisa feita na Inglaterra à nível mundial mostrou que 85% dos iniciantes em algum esporte terão como legado seus ensinamentos , sim, pois apenas 15% se tornam profissionais, ou seja, por mais que se fale em profissionalismo, o fato é que a imensa maioria dos praticantes de esporte leva o que ele tem de melhor, seus ensinamentos e experiências.
O rugby é ainda hoje um dos poucos e últimos que consegue manter acesa a chama do amadorismo num mundo profissional, não tem sido tarefa fácil, a cada dia mais e mais situações tem bombardeado a cabeça dos atletas de ponta, e em algum momento se não tomar cuidado o atleta sucumbe à tentação dos valores , e por assim dizer inverte os ensinamentos adquiridos.
De toda a forma é uma realidade inconteste de nossos dias, contra o que nada podemos fazer, aliás podemos fazer sim, procurar manter os padrões de ensinamentos esportivos, por mais difícil e árduo que seja o caminho, por mais demorado que seja o processo, com certeza será com conteúdo, idéias e procedimentos não morrem, as pessoas passam, mas os conceitos ficam.

Santboiana - sub 20
Vejamos o caso do Santboiana, clube mais antigo de rugby da Espanha, fundado em 1921, na zona rural de Barcelona sempre contou com jogadores da região para suas equipes, teve excelentes períodos, cresceu , se desenvolveu, foi um dos grandes celeiros de jogadores para a seleção espanhola , como Alberto Malo,nascido e criado em Santboiana, numero oito da seleção no mundial de 1999, liderou sua equipe contra África do Sul, Uruguai e Escócia.
Malo conta que em sua época quando a Copa do Mundo passou de 16 para 20 países a Espanha se classificava, mas acabou perdendo espaço para países como Portugal e Geórgia e hoje em 21º no ranking aspira recuperar seu posto, Malo vai mais longe e diz que: “COMO PODEREMOS CHEGAR LÁ? O MUNDO PODE SER BELO OU FEIO, DEPENDENDO DO SEU PONTO DE VISTA, MAS PRECISAMOS PROFISSIONALIZAR TODAS AS NOSSAS ESTRUTURAS. E DAÍ, JUNTO COM SE TORNAR PROFISSIONAIS, PRECISAMOS ESTABELECER DUAS PRIORIDADES. PRIMEIRO, COLOCAR O RUGBY NA TELEVISÃO, E SEGUNDO, AUMENTAR O NUMERO DE MENINOS E MENINAS QUE JOGAM O ESPORTE.
E essa lenda do rugby espanhol finaliza dessa forma :
“PARA NÓS, O PRINCIPAL É TER O TIME MAIS FORTE POSSÍVEL. PORÉM, COM A BASE DE JOGADORES LOCAIS. O OBJETIVO NÃO É SIMPLESMENTE GANHAR SE ISSO SIGNIFICAR QUE TODOS OS JOGADORES VEM DE FORA DO CLUBE. SANTBOIANA, COMO O PRIMEIRO CLUBE DE RUGBY DA ESPANHA, TEM QUE CONTINUAR PRODUZINDO SEUS PRÓPRIOS JOGADORES.”
As nações emergentes no mundo do rugby, e incluo o Brasil nesse rol precisam encontrar caminhos e soluções para a inevitável passagem para o profissionalismo, porém as soluções tem que surgir de dentro de suas culturas, copiar modelos de sucesso não adiantam, Rinus Mitchels, um dos maiores treinadores de futebol da história conta que montou a famosa laranja mecânica, a seleção holandesa que assombrou e mudou o futebol , através da cultura, ele observava a vida dos jogadores em Amsterdã ( terra das liberdades) e outras cidades, o modo que eram criados nas escolas ( muita arte e musica) e chegou a conclusão que apesar das dificuldades que iria enfrentar , teria que criar o que ele chamava de futebol total, todos atacam, todos defendem, ninguém tem posição fixa, uma verdadeira organização, livre, responsável e democrática ( quem foi para a Holanda sabe que ele estava absolutamente certo), mas o mais importante é que os jogadores tinham liberdade de expressar seu modus vivendi dentro do campo, conclusão, diversos títulos europeus e mundiais pelo Ájax e dois vice-campeonatos mundiais de seleção, simplesmente por respeitar suas origens.

Rinus Mitchels
Santboiana no rugby, Holanda no futebol, descobriram seus caminhos e tem na filosofia que carregam sua principal virtude, que dizer então da Argentina no rugby, terceiro colocado no mundial de 15 e vice-campeão mundial de 7, tendo um rugby interno amador e jogadores profissionais jogando em outros países, solução encontrada respeitando sua filosofia que lhe trouxe ainda mais prestígio e resultados.
Encontrar caminhos, aprender com modelos, tudo isso é fundamental para essa mudança inevitável, porém, o mais importante é ter os valores do esporte agregados à cultura local como pilares da formação de uma nova forma de gerir o rugby, esse é o desafio, tentar não se perder no meio do caminho.


Mais uma notícia sensacional para o rugby brasileiro, teremos um programa especial de 2 horas com os melhores momentos da Copa do Mundo de Seven , é o rugby abrindo espaço na Espn.
A primeira exibição ocorrerá dia 12/03 às 15:00 hs.


Medir resultados !
A seleção feminina do Brasil estréia hoje no mundial de seven a side, enchendo todo o rugby brasileiro de orgulho, as penta-campeãs sulamericanas terão difícil missão, afinal de contas enfrentar potencias do mundo do rugby é sempre complicado.
Mais complicado ainda se formos analisar as estruturas do rugby que irão enfrentar e as nossas estruturas.
Qualquer resultado será válido, é claro que todos estamos esperançosos para que consigam realizar bons jogos, mas analisando friamente essa hercúlea empreitada, nada podemos cobrar ou esperar, aliás temos só que agradecer.
Apesar de entender as dificuldades de nossa entidade maior ( ABR) no que tange a captação de recursos que possam dar uma preparação condizente à uma seleção que chega a um mundial , apesar de saber que o nosso esporte ainda tem imensas dificuldades de aceitação por parte de patrocinadores ou mesmo mídia, apesar de saber que nosso país tem dimensões continentais e tudo se torna extremamente caro quando se fala em locomoção, apesar de saber que centros de treinamento com toda infra-estrutura de alimentação, medicina, fisiologia, fisioterapia são caríssimos, apesar de saber que o rugby ainda não é olímpico e por conta disso perde verba junto aos órgãos oficiais, apesar disso tudo e mais algumas coisas não concordo com o sistema de gestão desvinculado para assuntos técnicos,financeiros e administrativos de nossas seleções.
Os dirigentes eleitos tem o direito de escolher seus treinadores, seus gestores e seus parceiros comerciais, adquiriram através da maioria dos votos esses direitos, e como tal entendo ter toda a legitimidade de exerce-los.
Os dirigentes tem o direito de escolher com que trabalhar porque responderão pelos resultados e pelas estruturas criadas, é dever dos dirigentes prestar contas de suas atividades, desde escolha de comissão técnica, a campeonatos que as seleções participam e quais recursos que foram necessários, isso para não entrarmos nos planejamentos de marketing, desenvolvimento do esporte e etc.
O que vejo hoje é exatamente o inverso, cada seleção é independente em todos os sentidos, o que as torna um martírio para quem as dirige, não raro é ver um treinador de seleção de rugby no Brasil envolvido em escolher uniforme, arrumar patrocinador, criar logística para locomoção de atletas, e por ai vai.
O treinador de seleção sempre deve ter apoio integral , treinador não é para correr atrás de dinheiro, local para treinar, uniformes, adversários, etc, suas funções são o planejamento e a ABR na pessoa de seu presidente e seus diretores cuidar de provir as necessidades.
Seu trabalho é montar comissão técnica de sua confiança, observar e convocar jogadores , treina-los e conseguir os melhores resultados possíveis.
Não tenho duvida que esse modelo é o sonho de consumo dos treinadores de nossas seleções, dedicarem-se integralmente às estratégias, táticas e montagem de grupos fortes, porque se prepararam para isso, estudaram para isso, são capacitados para isso.
Inverter papéis, ou melhor, não ter papeis definidos, afinal de contas cada seleção é independente e pode ter sua estrutura administrativa conforme bem entender, não me parece o mais correto , nem o mais lógico.
As cobranças em todos os sentidos virão, com resultados dos jogos para os treinadores, com resultados financeiros para os dirigentes, com os resultados de modelo de gestão para o presidente, ou seja, cada setor será cobrado.
Acredito que a nova diretoria da ABR esta atenta ao que vem ocorrendo, entendo também que é um começo de gestão bastante concorrido, sulamericano de seven, mundial feminino, eliminatórias da seleção masculina, realmente um turbilhão de atividades condensadas em apenas cinco meses.
Espero que passo a passo os novos dirigentes tragam de volta as seleções para a ABR, é humanamente impossível para qualquer treinador acumular múltiplas funções , imagine dar ao pilar a incumbência de chutar para os paus, ser o bandeira para ver se a bola entrou, por falar em bola, encher a bola antes do jogo, marcar o campo, convidar o outro time, arrumar ou apitar a partida, ser medico em caso de contusão, ser executivo para conseguir recursos financeiros, pergunto? É possível exigir algo ? É claro que não.
O rugby é um esporte profissional, para poder competir em condições de igualdade com as maiores potencias do mundo o Brasil primeiro precisa encontrar uma solução que tenha no seu bojo a essência do rugby amador, mas ao mesmo tempo tem que ter jogadores que sejam só jogadores, treinadores que sejam só treinadores, dirigentes que seja só dirigentes, portanto não vejo outro caminho que não seja o profissionalismo em todos os níveis do esporte.
Estes anos todos na Espn convivendo com pessoas de outros esportes ( mais de 50 modalidades diferentes), entre dirigentes, jogadores, treinadores, jornalistas, posso dizer que a grande maioria tem a mesma estrutura que nosso rugby, os resultados todos sabemos, as dificuldades se equivalem, ou seja, ou pensamos o rugby diferente como ele é, ou ficaremos na mesmice de quase todos os esportes no Brasil.

A intuição e a percepção
“Não existe nenhum caminho lógico para a descoberta das leis do Universo - o único caminho é a intuição” – Albert Einstein (1879-1955)

Para ser um treinador em qualquer esporte são necessárias algumas habilidades especiais, estudos, planejamentos, testes, atualizações, tecnologia, entre outros temas são vitais para um treinador estar sempre preparado tecnicamente para dirigir uma equipe.
Liderança, honestidade, espírito de competição, táticas, estratégias, minimização de riscos, ambição, fazem parte do perfil necessário para o postulante a tal profissão.
Fora esses e mais outros tantos importantes itens o treinador lida com situações que a principio nos olhos de qualquer pessoa pareçam estranhas e muitas vezes ilógicas, até mesmo para pessoas que convivem com o treinador no dia a dia e pertençam ao grupo de trabalho, essas ações normalmente são movidas pelas intuições e percepções
Um jovem treinador que acredita em seu trabalho normalmente tem na intuição um ponto de equilíbrio necessário no mundo do esporte, por maior que sejam os testes, por mais que se use a tecnologia no esporte, a intuição no momento de decisão faz a diferença.
Um treinador mais experiente usa mais a percepção, que trocando em miúdos é a mesma intuição do jovem porém auxiliada por situações já vividas e portanto mais presentes na memória .
Primeiro caso : Nick Mallet improvisou contra a Itália Bergamasco como scrum-half, não foi intuição, foi conclusão baseada em treinamentos e que durante a partida não se mostrou a mais correta das decisões, no intervalo usou a percepção, colocou um scrum-half de origem e a equipe melhorou, aliás, deixou de ser vulnerável, então as pessoas normais dirão : Martoni, na verdade ele errou na escalação e corrigiu sua falha no intervalo! Será ? Nos outros jogos usou esse jogador como titular e o resultado foi regular, temos um claro exemplo de como funciona o treinador, o mesmo jogador que quando entrou como substituto deu conta do recado quando foi içado como titular mostrou fragilidade e não correspondeu, o fato é que Mallet não tinha um scrum-half em condições, pode ter usado intuição no primeiro momento e depois a razão lhe mostrou a verdade.

Caso 2 : Marc Lievremont pela França contra País de Gales deu uma mostra de coragem na tomada de decisão na ultima partida contra Gales com a contusão de Beauxis , a camisa 10 da França poderia ser naturalmente ocupada por Trinh-Duc, jovem valor mas que não vem bem na temporada devido ao péssimo momento de sua equipe, o Montpellier, Lievremont arriscou, colocou Baby improvisado como abertura, entre outros motivos simplesmente porque Baby vem atuando bem pela seleção como centro, e caso não se apresentasse bem não haveria qualquer problema para com o jogador, afinal de contas fez o que pode fora de sua posição, mas a grande sacada era proteger Trinh-Duc, pois caso ele tivesse que entrar na partida, o que aliás ocorreu ainda no primeiro tempo, a pressão já estaria mais aliviada, acompanhe : se Baby estivesse mal e Trinh-Duc entrasse e a equipe melhorasse, mesmo não fazendo grande partida, Trinh-Duc seria preservado e Baby perdoado; ou se Baby estivesse bem, o que aconteceu, normalmente Trinh-Duc entraria na partida sabendo como jogar e manter o bom padrão da equipe. E finalmente se tudo desse errado a culpa recairia sobre o treinador, aliviando os jogadores e chamando a atenção de toda a imprensa e torcedores para si, cheque-mate, com certeza houve um quê de intuição .

Assim temos dois casos com finais diferentes mas com o mesmo procedimento, com os treinadores Nick Mallet e Marc Lievremont mostrando improvisação, coragem e muita intuição e percepção no comando de suas equipes.
Fatores muito pessoais colaboram alem do aspecto lógico para intuição e percepção de treinadores, o momento de cada jogador, a sua relação com o grupo, a sua relação com a imprensa, como o atleta esta no seu lado familiar, etc. Um bom treinador tem que estar sempre atento ao que ocorre com seus comandados, dentro e fora de campo, por mais que a imprensa e mesmo a torcida não concordem, e é seu direito, jamais se pode duvidar da capacidade de um treinador quando alguma ação, por mais estranha que possa parecer é executada.
Procurar sempre olhar pelo lado positivo e respeitoso o que acontece nos gramados é mais um dos elementos que transformam o rugby no mundo num dos esportes mais apreciados e admirados, além disso a teoria de que é preciso uma postura militarizada para se obter disciplina, comando, etc a cada dia é desmistificada, o rugby é na essência um esporte de respeito, se consegue liderança por atuações, se consegue prestígio por qualidade, é um esporte muito duro dentro do campo, logo, por mais que queira o atleta só será respeitado se corresponder física e tecnicamente, o atleta só será líder se respeitar os princípios que norteiam o esporte, que são: educação, respeito às leis do jogo, respeito à pessoas que jogam, por tudo o que vem embutido no esporte, todos que participam dele são conhecedores de seus princípios éticos, jogadores, dirigentes, treinadores, imprensa, etc.
Necessariamente não é preciso concordar com os treinadores, pelo contrário, a capacidade de discernimento é uma das marcas registradas no rugby, pessoas inteligentes analisando atitudes de pessoas inteligentes, essa é mais uma das características desse esporte, o que ocorre é que conhecendo as raízes do rugby sabe-se que ele é conhecido pela justiça de suas regras e pela forma transparente que são executas pelos árbitros, por isso num mundo esportivo crivado de situações infelizes o rugby cresce a cada dia.
Intuição e percepção são ferramentas fundamentais para os treinadores, apesar de poucos entenderem os seus procedimentos o fato é que de alguma forma, bem lá no fundo,o treinador sente algo que aparentemente nem ele pode explicar, mas na verdade é fundamental que de atenção e nunca perca esse sentido,sob pena de se tornar comum e sem inspiração".

Rodada beneficia a Irlanda !

A terceira rodada do 6 Nations teve momentos espetaculares, a vitória da Irlanda contra uma Inglaterra guerreira, jogo em que O’Driscoll mais uma vez fez a diferença, a França jogando com um volume impressionante contra um País de Gales com problemas internos e até a Escócia fez bonito batendo impiedosamente a Itália de Nik Mallet que parece ter os dias contados.
Resultados :
Paris - França 21 x 16 País de Gales
Dublin – Irlanda 14 x 13 Inglaterra
Edimburgh – Escócia 26 x 6 Itália
Vamos as analises :
Gales

Não existe mágica no rugby, quando parte do grupo opta por quebrar as regras estabelecidas o jogo cobra o resultado dessas ações, após o ato de indisciplina a equipe se mostrou insegura, sem vibração e por muitos momentos prostrada diante da volúpia e desejo de vitória dos franceses.
Equilibrou as ações no primeiro tempo, porém o segundo tempo foi terrível para a equipe vermelha , foi amplamente dominada pela França e com justiça perdeu a partida.
Na próxima rodada vai a Roma enfrentar a Itália, é uma boa oportunidade para Warren Gatland tentar reencontrar a harmonia no elenco, é uma grande equipe e tem ainda potencial para vencer o 6 Nations, erros todos cometem, tirar lições desse fim de semana é fundamental para o futuro da equipe.
França

Marc Lievremont não se omitiu do papel de gestor do grupo, apesar das críticas fez o que achava correto para sua equipe, mas a maior das verdades para um grande treinador é acreditar no seus pontos de vista e insistir nas suas idéias, Lievremont mostrou que é o chefe da equipe, e esse é o principal predicativo para uma carreira brilhante, errar todos erram, mas errar por omissão é o pior que pode acontecer ao treinador, não foi o que fez o jovem treinador francês.
Parra fez uma boa partida, mostrou confiança nos momentos importantes e tem potencial para ser titular da equipe francesa, a equipe no geral foi muito bem, tem jogadores de altíssimo nível e que nos momentos decisivos fazem a diferença.
Os forwards fizeram uma grande partida, dominaram praticamente 65 % da posse de bola da partida, Heymans e Medard são acima da média, Jauzion e Bastareaud deram muita potência, Baby e depois Trinh-Duc acusaram um pouco a pressão da camisa 10, mas no geral a França aos poucos vai acertando um padrão de jogo, algo perdido desde antes do mundial de 2007, o futuro parece que mais uma vez chegará cheio de glória para o rugby Francês.
Irlanda

Três jogos, três vitórias, contra a Inglaterra a Irlanda jogou com a muito não se via, não fez uma grande partida individualmente , mas foi extremamente disciplinada do ponto de vista tático, Declan Kidney mostra jogo a jogo sua imensa capacidade de conseguir moldar sua equipe frente a poderosos adversários e extrair resultados .
A marcação inglesa se concentrava em O’Gara, Kidney liberou O’Driscoll para os chutes e Drops, liberou O’Driscoll para flutuar próximo a base, resultado 8 pontos cruciais do capitão que garantiram a vitória e uma mão no título da temporada.
Mais uma vez os forwards irlandeses fizeram uma partida impecável, não erraram em praticamente nenhuma bola parada, suportaram a primeira linha inglesa ( com certeza a melhor do mundo) , e ainda no jogo aberto tiveram volume, faltou um pouco de velocidade é verdade, mas entre a posse e o risco de contra-ataques a lógica permaneceu.
Desta vez Kearney e Tomas O’Leary não apareceram, mais preocupados em não errar perderam em criatividade, Paddy Wallace a cada partida prova ser o parceiro ideal para O’Driscoll, o fato é que a Irlanda fez um jogo cirurgicamente armado por Kidney, venceu e convenceu , se mantiver o rigor e a disciplina tática tem tudo para levar o 6 Nations 2009 e o Grand Slam depois de 61 anos.
Inglaterra

Procura-se um abertura, quem souber favor informar para Martin Johnson, treinador da Seleção da Inglaterra (a manchete que coloquei antes do jogo contra a Irlanda continua valendo), 7 aberturas em 10 jogos, e nada. Os aberturas atuais Flood e Goode são bons jogadores, mas na seleção a coisa desanda, para piorar quando o scrum-half Danny Care entrou e melhorou a equipe no segundo tempo e dava a impressão que poderia virar a partida, a juventude falou mais alto, cartão amarelo nos últimos 10 minutos do encontro,
Luke Narraway de scrum-half e Goode na abertura até que fizeram bonito, mas realmente jogar com um a menos “ quase sempre “ ,custa muito para a Inglaterra. Disciplina é prioridade do treinador, Johnson tem que trazer o elenco para suas mãos, tirar Cipriani do elenco causou duvidas nos jogadores, principalmente nos seus companheiros de Wasps, é por ai que o problema existe.
A capacidade de Johnson começa a ser colocada em duvida, apesar de nitidamente percebermos que a Inglaterra tem evoluído no torneio o fato é que é muito pouco para o que ela representa no rugby europeu e mundial, ser coadjuvante num torneio dessa envergadura não faz parte do currículo Inglês, e o pior é que não demonstra planejamento para o futuro, apagar incêndio a cada jogo demonstra que problemas existem e precisam ser solucionados .
Escócia e Itália
Italia

Escócia

A seleção escocesa jogou bem, foi superior, mereceu a vitória ,após o bom jogo contra a França na segunda rodada e agora contra a Itália, pode dar muito trabalho para a Irlanda, evoluiu na competição e se livrou da ultima colocação. Já a Itália, bem, a Itália de Nick Mallet chegou para surpreender e conseguiu, só que negativamente, sem identidade, com vários atletas de outros países fica muito difícil, raríssimo é o País que consegue algum grande feito copiando formulas de sucesso de outros países, para ser uma grande nação no rugby você tem que respeitar a cultura de seu país, criar sua própria maneira de enxergar o rugby e só ai você obterá algum êxito, por mais lento que possa ser o processo , é o mais lógico e definitivo.
Classificação :
A seleção da Irlanda lidera com 6 pontos, colados e ainda na briga pelo título estão Gales e França com 4 pontos , Inglaterra e Escócia com dois pontos e Itália sem nenhum cumprem tabela.
Próxima rodada 14 e 15 de março , veja os jogos :
Itália x Gales, Stadio Flaminio em Roma
Escócia x Irlanda, Murrayfield em Edimburgh
Inglaterra x França , Twickenham em Londres


RESULTADOS DA TERCEIRA RODADA !

PARIS - FRANÇA 21 X 16 PAÍS DE GALES
DUBLIN - IRLANDA 14 X 13 INGLATERRA
veja melhores momentos desses jogos, clique abaixo :
www.espn.com.br/rugby
Completando a rodada :
EDIMBURGH - ESCÓCIA 26 X 6 ITÁLIA


6 NATIONS !
Na Espn International !

domingo 01/03 - 19:00 hs - França x País de Gales


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Antonio Martoni Neto, advogado, radialista , treinador de rugby e comentarista dos Canais ESPN !